sábado, 27 de agosto de 2016

O que é a zakat, o dízimo islâmico


Você já ouviu falar sobre a zakat? A zakat corresponde a um dízimo islâmico destinado a ajudar muçulmanos (e apenas eles). Teóricamente, cada muçulmano deve pagá-lo a partir de uma proporção da sua renda anual (2.5%). O mais importante para nós káfirs (infiéis) é a ligação da zakat com a jihad:
  1. A zakat é um dos Cinco Pilares do Islã e é, portanto, um componente essencial do ensino e da prática islâmica. 
  2. A zakat é um imposto anual, obrigatório para todos os muçulmanos, oriundo da sua riqueza pessoal e empresarial. 
  3. Beneficiários do zakat, e seu uso, são indicados no Alcorão 9:60
  4. Um desses beneficiários é o mujahideen, aqueles que "combatem pela causa de Alá" ou no "caminho de Alá". Esta fraseologia "combater pela causa de Alá" é usada em todo o Alcorão e nos hadices de Bukhari e Muslim como a referência à Jihad.
  5. O manual de lei islâmica  'Umdat al-Salik lista os beneficiários da zakat, e um deles são aqueles que lutam por Alá: 
h8.17 A sétima categoria é aqueles que lutam por Alá, ou seja, as pessoas envolvidas em operações militares islâmicas para as quais nenhum salário tenha sido atribuído pelo exército (O: mas quem são voluntários para a jihad sem remuneração). Eles recebem o suficiente que lhes baste para a operação, mesmo afluente; armas, montarias, roupas e despesas (O: para a duração da viagem, de ida e volta, e o tempo eles passam lá, mesmo se prolongada. Embora nada tenha sido mencionado aqui da despesa envolvida no apoio a famílias de tais pessoas durante este período, parece claro que eles também devam ter suporte).
Os 'não muçulmanos' não pagam a zakat e nem se beneficiam dela:
h8.24 Não é permitido dar a zakat para um não-muçulmano, ou para alguém que ele seja obrigado a manter (def: m12.1), como uma esposa ou membro da família. 
Os apóstatas (ex-muçulmanos) também não são obrigados a pagar o zakat (lei h1.2),  porque sua propriedade passa a pertencer a um fundo comum muçulmano (Bayt al-mal) a partir do momento essas pessoas deixam o islão.

(ou seja, o muçulmano que deixar de ser muçulmano pode ser roubado sem problemas)


Palavras do Aiatolá Khomeini: Não muçulmanos se enquadram "em algum lugar entre as fezes 
e o suor de um camelo que tenha se alimentado de comida impura" (ele é tão da paz)



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Zakat (dízimo islâmico), Certificação Halal, e o financiamento da Jihad


Em 2010, o Grande Mufti da Bósnia-Herzegovina, Mustafa Ceric, fez uma apresentação para a Câmara de Comércio e Indústria Islâmica, durante o Congresso Halal Internacional, reunido no Paquistão. Nela, ele conclamou a nação muçulmana (a umah) a conquistar o mundo através do "movimento Halal". Ele disse que o movimento halal tem a força para conduzir os muçulmanos a governarem a economia global, tais como o setor de alimentos e outros setores básicos para todas as necessidades humanas (Daily Mail).

Fica claro que uma das ferramenta que o imperialismo islâmico está usando é a Certificação Halal.

Que outra religião pretende governar a economia global? (PS. a rigor, o islão não é uma religião mas sim um sistema político)

A oposição a isso deve ser algo claro. Eu não desejo que a economia global seja controlada por clérigos de religião alguma!

Além disso, se opor à certificação halal, incluindo aí produtos não comestíveis na indústria de cosméticos / produtos de higiene pessoal, deve ser feita pelas seguintes razões:
  1. o abate de aves, bovinos e caprinos é desumano (existem métodos modernos de abate no qual o animal não sente dor e que permitem a drenagem do sangue); 
  2. a certificação halal impõe discriminação baseada em religião (apenas muçulmanos podem fazer este trabalho, proibido para ateus e pessoas de outras religiões - isso é anti-constitucional); 
  3. toda a indústria de abate no Brasil está adotando o abate halal como modo de "cortar os custos";
  4. agências reguladores islâmicas internacionais são pagas para emitir a "certificação halal." 
  5. o consumidor compra produtos halal nos supermercados e açougues sem saber, pagando indiretamente pela certificação (é como se os consumidores estivessem pagando um dízimo sem saberem). 
  6. Parte do dinheiro da certificação halal é utilizada para financiar a islamização do Brasil, através da construção ou manutenção de mesquitas e massalas (pequenas salas de oração), e material promocional de diversos tipos, sejam panfletos, livros, vídeos, matérias pagas, etc. 
  7. Parte do dinheiro da certificação halal é destinada à zakat, espécie de dízimo islâmico, que, segundo a lei islâmica (Sharia) parte deve ser destinada para a Jihad (algo que acontece em prática quando o mesmo é destinado a "caridades islâmicas" tais como a Irmandade Muçulmana, o Hamas, etc.)
Além disso, é uma uma violação do ensino cristão proibindo o consumo de alimento oferecido a uma divindade pagã, que exige a conversão forçada, perseguição ou, em última análise, a morte dos que não aderem a ela, bem como faz mal a saúde.
Vamos ver agora, o que é a zakat e a sua ligação com a jihad:
  1. A zakat é um dos Cinco Pilares do Islã e é, portanto, um componente essencial do ensino e da prática islâmica. A zakat é um imposto anual, obrigatório para todos os muçulmanos, oriundo da sua riqueza pessoal e empresarial. 
  2. O manual de lei islâmica  'Umdat al-Salik lista os beneficiários da zakat, e um deles são aqueles que lutam por Alá: 
h8.17 A sétima categoria é aqueles que lutam por Alá, ou seja, as pessoas envolvidas em operações militares islâmicas para as quais nenhum salário tenha sido atribuído pelo exército (O: mas quem são voluntários para a jihad sem remuneração). Eles recebem o suficiente que lhes baste para a operação, mesmo afluente; armas, montarias, roupas e despesas (O: para a duração da viagem, de ida e volta, e o tempo eles passam lá, mesmo se prolongada. Embora nada tenha sido mencionado aqui da despesa envolvida no apoio a famílias de tais pessoas durante este período, parece claro que eles também devam ter suporte).
Fica deste modo evidente a relação entre a zakat, a certificação halal e o financiamento da jihad.

A rigor é um erro dizer que a certificação halal financia o terrorismo. Na verdade, ela contribui com a zakat que financia a Jihad, que é uma luta para propagar o islamismo seja pelo meio que for (inclusive pelo terrorismo).

É importante chamar a atença do público em geral para estes fatos, que mostram a natureza inerentemente sediciosa e política do Islã.

O blog canadense de Quebec, Pointdebascule, vem documentando a ligação entre o financiamento de grupos terroristas islâmicos aos alimentos Halal através do processo de Certificação. Mesquitas e / ou organizações islâmicas servem como organismos de certificação, cobrando taxas para a confirmação de que a carne é abatida em conformidade com o rito islâmico. Esta certificação, e a resultante venda e distribuição de alimentos, é uma fonte de bilhões de dólares em receitas porque muitas organizações não muçulmanas, sejam escolas, creches, estabelecimentos militares, escritórios governamentais, empresas privadas, lojas de fast-food , restaurantes, etc., oferecem comida halal (geralmente sem informar o público que não perde a sua capacidade de escolher produtos que não sejam halal).

Repito, fonte de bilhões de dólares em receitas. Junte-se aí os bilhões investidos pelos sauditas e nós iremos nos deparar um uma verdadeira indústria multi-bilionária cujo objetivo é o de propagar e administrar a Sharia a nível global.

Este "trabalho de surdina" feito pelas certificadoras halal, em termos efetivos tomando controle da indústria alimentícia, é algo que acontece na Europa, e, infelizmente, também no Brasil. Segundo notícia da Agência de Notícias Brasil-Árabe, em 2015 já existiam 200 itens certificados. A maioria, porém, não usa o selo de identificação. "Entre as marcas que disponibilizam produtos certificados nos supermercados do Brasil estão Nestlé, Ferrero, Predilecta, Real Café, Café Iguaçu, Café Pelé, Piracanjuba, Mococa, Quatá, Caravelas, Pic Nic, Carreteiro, Elegê, Sadia e Batavo. Entretanto, para o consumidor, é quase impossível saber quais itens destas marcas são halal." A notícia ainda diz que a cadeia hoteleira, restaurantes, [empresas de] catering e até o Exército brasileiro tem buscado as agências certificadoras halal. Até o Exército? O brasileiro já está comendo halal sem saber.

É preciso uma oposição que bloqueie o avanço desta importante fonte de financiamento da jihad e da islamização do Ocidente e de seus povos. A oposição à certificação halal deve ser uma atividade concertada, pública e intransigente.

A situação atual, com os produtos alimentares deixados deliberadamente sem etiqueta para que as pessoas não possam exercer uma escolha informadada, impede que as pessoas com objeções ao abate e demais produtos alimentares ou cosméticos halal possam exercer uma escolha informada.

Quanto maior seria a oposição pública ao Islã se as pessoas soubessem que, ao consumir, sem saberem, comida Halal, elas estão financiando a sua própria escravidão ou morte?

Coleção de artigos sobre a certificação halal.






domingo, 21 de agosto de 2016

Carne oriunda do abate ritualístico islâmico (halal) faz mal a saúde


Conforme dito anteriormente, a certificação halal (que inclue o abate halal) para produtos comestíveis e cosméticos é perniciosa (e deve ser proibída) por alguns motivos (PS. halal significa "o que é permitido para o muçulmano"):
  1. o abate de aves, bovinos e caprinos é desumano (existem métodos modernos de abate no qual o animal não sente dor e que permitem a drenagem do sangue); 
  2. a certificação halal impõe discriminação baseada em religião (apenas muçulmanos podem fazer este trabalho, proibido para ateus e pessoas de outras religiões - isso é anti-constitucional); 
  3. toda a indústria de abate no Brasil está adotando o abate halal como modo de "cortar os custos";
  4. agências reguladores islâmicas internacionais cobram uma taxa para emitir a "certificação halal." 
  5. o consumidor compra produtos halal nos supermercados e açougues sem saber, pagando indiretamente pela certificação (é como se os consumidores estivessem pagando um dízimo sem saberem). 
  6. Parte do dinheiro da certificação halal é utilizada para financiar a islamização do Brasil, através da construção ou manutenção de mesquitas e massalas (pequenas salas de oração), e material promocional de diversos tipos, sejam panfletos, livros, vídeos, matérias pagas, etc. 
  7. Parte do dinheiro da certificação halal é destinada à zakat, espécie de dízimo islâmico, que, segundo a lei islâmica (Sharia), uma parte deve ser destinada para a Jihad (algo que acontece em prática quando o mesmo é destinado a "caridades islâmicas" tais como a Irmandade Muçulmana, o Hamas, etc.)
Mas existe um outro fator importante para se proibir o abate halal: ele faz mal a saúde.

Um programa do Canal 5 da TV francesa intitulado 'La vérité si je mange' (2012) documentou o aumento do risco de contaminação de carne moída ou aglomerada, dentro do abate halal, pela Escherichia coli, uma bactéria mortal. O abate Halal (bem como o Kosher) são permitidos, apesar de serem contrários aos regulamentos da União Européia, como uma deferência às "práticas religiosas" islâmicas e judáicas. O toxicologista, Jean-Louis Thillier menciona as mortes por esta bactéria como uma variante da doença de Creutzfeldt-Jacob e a demência é um dos seus sintomas. Apenas alguns dias atrás, a imprensa britânica registou o aumento do nível de demência na população britânica. Isso pode ser decorrência do fato que os britânicos têm sido alimentados, sem saberem, com alimentos halal por mais de uma década (em algumas escolas, a comida halal tem feito parte do cardápio por mais de 17 anos). O governo britânico havia concedido visto de trabalho a milhares de muçulmanos para trabalharem como açougueiros halal.

Com isso em mente, o abate halal deve ser examinado mais de perto tendo em vista os riscos médicos que ele expõe à população em geral.

https://youtu.be/3SNbYxj91T4 OK
Programa do Canal 5 da TV francesa intitulado 'La vérité si je mange' 

Trechos do documentário:
De acordo com a legislação da União Européia, o abate deve ser feito após o atordoamento do animal, que deve ter a cabeça abaixada, o esôfago ligado correctamente [amarrado] de modo a impedir que o conteúdo intestinal seja derramado sobre a carne. Mas existe uma exceção a esta legislação da União Européia para o abate ritual. Um relatório de peritos, relativo aos riscos para a saúde que são apresentados no contexto do abate ritual, atraiu uma grande atenção. Ressalta-se que "o fato de que este método de abate é, de facto, incapaz de ligar [amarrar] o esôfago de animais, é muito prejudicial para a saúde dos produtos oriundos deste tipo de abate, uma vez que isto conduz a uma mancha enorme sobre a parte inferior da carcaça, através do derrame abundante de materiais do estômago através da ferida aberta causada pelo corte do esôfago.
No documentário, o toxicologista Jean-Louis Thillier comentada:
Este aumento na contaminação de carne moída ou aglomerada por Escherichia coli (bactérias, que podem ser fatais) parece-me correlacionado com o aumento do consumo de carne halal [...] por causa de uma grande quantidade de bactérias que contém pode ser patogênico para o ser humano.
Isso afeta as crianças, elas sofrem danos permanentes ou infecções com risco de vida, que torna transplantes renais necessários, e isso é inaceitável. Tivemos aqui na França 26 mortes por doença das vacas loucas ou por uma variante da doença de Creutzfeldt-Jakob. E, a cada ano, mais de uma centena de crianças morrem como resultado de envenenamento de carne moida ou fatiada.
A Federação Europeia de Saúde Animal é bastante clara no tocante a este assunto: "O abate de animais sem atordoamento prévio é inaceitável sob quaisquer circunstâncias." Mesmo assim, os governos e os empresários do setor se acovardam e se curvam ao poder econômico islâmico.

Trato digestivo bovino

Já em 2011, o veterinário francês Alain de Peretti havia listado os problemas oriundos da contaminação da carne abatida segundo o rito islâmico (abate halal) em um artigo citado no blog francês novopress, e reproduzido por Vlad Tepes. Ele disse:
O aspecto sanitário, o aspecto de segurança, de fato, vamos lembrar que no abate halal, o animal está voltado para Meca, sangrados sem atordoamento, uma grande incisão da garganta para as vértebras seccionando todos os órgãos da jugular e carótida, mas também a traqueia e o esôfago. Esta prática traz conseqüências anato-fisiológicas. Estes são como se segue: 
1. Uma regurgitação do conteúdo do estômago através do esôfago o qual é anatomicamente ao lado da traquéia
2. O animal continua com uma respiração muito intensa provocada pela agonia que pode durar de 15 minutos a 1 hora. Vamos lembrar que ele inala matéria fecal, rica em germes de todos os tipos.
3. Esta matéria é inalada até os alvéolos pulmonares, que distribuem os germes no sangue muito mais facilmente porque a membrana não é muito fina e a circulação, vamos lembrar, está sempre trabalhando durante este período de agonia e ainda acelerada pelo stress ao nível dos órgãos essenciais.
4. O risco enorme de contaminação na profundidade da carne está presente.
5. Observamos, também, a partir do estresse intenso, dois fenômeno fisiológicos que conjugam a queda de todos os sistemas imunitários. E a concentração de sangue nos órgãos essenciais, você pode dizer que o animal mantém o seu sangue. Este é um processo natural de sobrevivência que traz também uma hemorragia que não é tão boa. Isso se opõe as alegações de pessoas que fazem esta prática. Há, de fato, um aumento da produção de toxinas.
6. Quanto mais demorada a agonia, ela, finalmente, conduz a convulsões violentas acompanhadas de defecação e urina, tudo isso a espirrar em toda a área de abate.
Vemos claramente as consequências para o bem-estar nutricional dos consumidores. É verdade que as regras europeias, CEE853-2004, do anexo capítulo 4, intitulado "higiene do matadouro"  nº 7 linha A diz: "A traqueia e o esófago devem permanecer intactos durante o sangramento (com uma derrogação para o abate ritual)." O problema é que, de acordo com estimativas recente, aproximadamente 50% da carne consumida atualmente é halal.
Porque mesmo que os muçulmanos ainda sejam minorias e não consumam certos pedaços, não podemos deixar o resto da carcaça. A indústria considera que é mais simples e mais rentável ter uma linha de abate de modo que um animal inteiro será consumido fora do mercado halal. Eles são, no entanto abatidos de acordo com este ritual oriental.
Carne oriunda do abate halal é ruim para o corpo, mente e alma. 

Coleção de artigos sobre a certificação halal.




sábado, 20 de agosto de 2016

Reportagem mostra como a Certificação Halal, e apoio estrangeiro, alimenta a islamização do Brasil


Reportagem da Gazeta do Povo versa sobre o crescimento do islamismo no Brasil. A reportagem se foca no interior do estado do Paraná e apresenta alguns dados bastante interessantes, e que reforçam algumas coisas que estamos alertando: a importância da "certificação halal" no processo de islamização do país. Esta reportagem da Gazeta serve como uma evidência a mais.

A reportagem diz que já são 24 os enclaves islâmicos no estado, um processo acelerado pela imigração em massa ocorrida nos últimos 4 anos. Segundo a reportagem, isso tem reconfigurado a cultura de pequenas e médias cidades do Paraná. Em 20 cidades paranenses os muçulmanos estão se organizando em torno de uma mesquita ou em torno de uma mussala, uma espécie de capela. O aumento da população devido a este fluxo migratório levou a um aumento record de casas de oração islâmica, sendo 13 mesquitas e 8 mussalas, metade aberta a partir de 2010.

A expansão do islamismo no Brasil tem sido impulsionada por algumas organizações internacionais. O xeique da Mesquita de Dois Vizinhos, Cubijas Jamo Ibraimo (formado pela Universidade de Medina, na Arábia Saudita), diz, explicitamente, que a mesquita tem o apoio do CDIAL (Centro de Divulgação do Islã na América Latina e no Caribe) que cobre todos os custos, tanto da mesquita quanto dos muçulmanos.

Além de outras coisas, a CDIAL é um órgão regulador islâmico que oferece certificação para empresas brasileiras venderem produtos, sejam alimentícios ou cosméticos, para países muçulmanos, a chamada "certificação halal." Para emitir esta certificação, as empresas têm que pagar uma taxa, que é usada para a propagação do islamismo no Brasil, seja em termos de cobrir custos de mesquitas e muçulmanos, como afirmado acima, seja na divulgação pura e simples, e por todos os meios possíveis.

A coisa funciona como um mecanismo que se auto-alimenta. Os muçulmanos se concentram em locais onde existam indústrias alimentícias com certificação halal, notadamente as ligadas ao abate halal (que exige que apenas muçulmanos podem abater animais - algo que cria uma reserva de mercado que contraria a própria Constituição ao segregar baseado em religião). A indústria alimentícia com certificação halal paga uma taxa para órgãos reguladores islâmicos internacionais que operam no Brasil, tais como a CDIAL. O aumento de muçulmanos cria as demanda para novas mesquitas e madrassas que são financiada pela CDIAL (ou por outros orgãos reguladores islâmicos). E, o mais importante, estes órgãos têm conexões com grandes organizações islâmicas internacionais, tais como a Organização da Cooperação Islâmica (um bloco de 57 países islâmicos, e que votam em conjunto na ONU e em diversos outros fórums internacionais). O círculo está formado.

Tem sido assim na Europa, e no resto do mundo. Por que seria diferente no Brasil? As organizações islâmicas são, na atualidade, as mais influentes no cenário internacional.   

Instituição: Centro de Divulgação do Islam para a América Latina (CDIAL) - CDIAL-HALAL
Website: http://www.cdialhalal.com.br/
Tipo de islamismo: Sunita
Conexão: saudita, wahabi, salafista


Boicote Halal! Peça ao seu representante no Congresso para que os produtos halal tenham um selo de identificação de modo que eles possam ser boicotados!


A reportagem ainda nos conta coisas interessantes. A primeira mesquita no Brasil foi construída em São Paulo, em 1952. A segunda, em Londrina, em 1968. Os muçulmanos tinham que se virar. Mas agora, com apoio internacional, as mesquitas se proliferaram rapidamente nos últimos 4 anos.

Os muçulmanos que migram para o Brasil na atualidade vem de toda a parte (não pense que são apenas "refugiados sírios"). Eles se aproveitam das oportunidades de emprego no abate de aves e bovinos (aberto apenas para muçulmanos). A reportagem da Gazeta enfatiza este fato.

Aqui vale uma observação importante. Como relatado no artigo Passo Fundo se torna núcleo da islamização, centrada na "indústria halal", para evitar duas linhas de abate, os frigoríficos brasileiros estão fazendo todo o abate, mesmo o destinado ao mercado interno, seguindo o rito islâmico - mas a carne não possui qualquer rótulo que a identifique). Isso faz com que todos comam carne abatida no rito islâmico (halal), pagando indiretamente um "dízimo islâmico" que serve para propagar o islamismo. Além de disonesto, isso é um desrespeito a pessoas de outras religiões, por exemplo, os cristãos, que devem abster-se de comida sacrificada aos ídolos (Atos 21:25).

A reportagem também descreve como os muçulmanos se agrupam (e se segregam), com exemplo nas cidades de Marechal Cândido Rondon e Dois Vizinhos, com muçulmanos vindos de várias partes do mundo se reunindo em torno de mesquitas, sendo que o xeique de uma delas é um paquistanês que nem fala português. Como ocorre na Europa, a tendência é se agruparem ao redor da mesquita, implementando a lei islâmica Sharia na sua comunidade.

Leia aqui sobre o papel da mesquita na islamização, desde Maomé até hoje.

Os muçulmanos entrevistados dizem nunca terem sofrido qualquer tipo de discriminação, ao contrário do que o xeique Rodrigo Rodrigues, o xeique Jihad Hammadeh, o xeique Abdel Hamid Ali Taha, insistem em dizer para a imprensa, bem como apologistas como o repórter Cabrini, insistem em reverberar.

E, para finalizar, a maioria esmagadora são homens. Os casados trazem suas famílias. Os solteiros (ou aqueles que dizem ser solteiros) se casam com mulheres brasileiras convertidas para o islamismo (pelas redes sociais) e constituem família. É a Jihad Demográfica em ação no Brasil. Lembre-se que os muçulmanos são educados na idéia da Hégira (hijrah), ou jihad pela imigração, que faz parte de um conceito mais amplo de jihad demográfica, ou seja, forçar sociedades a se subjugarem aos regulamentos da lei islâmica Sharia através da força do número de muçulmanos vivendo naquele lugar (veja a lei dos números). E, deste modo, o enclave islâmico cresce.

O vídeo está disponível abaixo.

https://youtu.be/HLGIvCx8NB8 OK

Países do estrangeiro estão infiltrando a sua ideologia no Brasil. Isso é um movimento orquestrado. Isso tem um nome: imperialismo. Imperialismo Islâmico.



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O Islã causou a "Idade das Trevas"


O que segue abaixo é o capítulo introdutório do livro Mohammed and Charlemagne Revisited: The History of a Controversy (Maomé e Carlos Magno Revisitados: a História de uma Controvérsia), que aprofunda a discussão sobre a tese proposta pelo historiador e arqueólogo belga Henry Pirenne, de que foram as invasões islâmicas do século VII que sepultaram a civilização clássica Greco-Romana, dando início aquilo que alguns chamam de “idade das trevas.” O autor ressalta que, mesmo com o fim do Império Romano do Ocidente, sediado em Roma, a civilização clássica continuava a florecer através do Império Romano do Oriente, sediado em Constantinopla, e que se extendia desde Grécia e a Anatólia (atual Turquia) até o Norte da África, e incluia o Egito (celeiro do império), e a região do Levante (atuais Líbano, Síria, Israel e Jordânia), que era um centro de conhecimento e cultura. Mesmo no ocidente, a civilização clássica era preservada através dos “bárbaros romanizados” (notadamente os francos, na região da França, e os visigodos, na Península Ibérica), que nunca desejaram destruí-la, mas sim absorve-la. O Mar Mediterrâneo era um condutor do comércio entre estas regiões, que as mantinham prósperas. As invasões islâmicas acabaram com tudo isso, trouxeram guerra contínua (jihad) e tornaram o Mar Mediterrâneo em um condutor da pirataria islâmica.


MAOMÉ E CARLOS MAGNO REVISITADOS: UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DE UMA CONTROVÉRSIA

por Emmet Scott

New England Review Press, 2012

Mohammed and Charlemagne Revisited: The History of a Controversy (Maomé e Carlos Magno Revisitados: a História de uma Controvérsia) é publicado pela New England Review Press. Pode ser encomendado através do Amazon. Este é um excelente livro!


INTRODUÇÃO

Este livro não é uma história no sentido normal, mas, como explica o subtítulo, a história de uma controvérsia. A controvérsia em questão tem ecoado por muitos anos ao redor da pergunta: o que teria terminado com a civilização romana e trazido a Idade das Trevas?

Teorias acerca da queda do Império Romano como instituição política obviamente têm proliferado por séculos. Porém este ensaio não se atém tanto a este evento como à queda da civilização associada ao Império Romano. Aquela civilização - mais apropriadamente chamada 'civilização clássica' - sobreviveu à queda do Império e não tinha sido absolutamente uma criação dos romanos, mas sim dos gregos, a qual os romanos assimilaram intensamente. Além disto, estes últimos a disseminaram amplamente pelo Mediterrâneo ocidental e Europa setentrional através de suas conquistas. Esta civilização greco-romana pode ser descrita como marcantemente urbana, alfabetizada e culta, bem como caracterizada pelo que poderia ser chamado de 'espírito racionalista'. Foi uma sociedade que, pelo menos em tese, respeitava a Razão e a busca do conhecimento e nem tampouco era propensa a extremismo ou fanatismo religiosos. Sabemos que esta civilização não terminou com a queda do Império Romano. Ela sobreviveu em Constantinopla e no Império Romano do Leste (Oriente), bem como no do Oeste (Ocidente), uma região administrada a partir de 476 DC por reis e príncipes 'bárbaros'. Os governantes dos francos, visigodos e ostrogodos - e mesmo os dos vândalos - buscaram intensamente preservar a cultura e as instituições que encontraram, após terem cruzado as fronteiras imperiais romanas. Não obstante, a despeito de tudo isto, a civilização greco-romana efetivamente morreu, tanto no Oeste como no Leste. Em ambas as regiões ela foi eventualmente substituída por uma sociedade e civilização que nós hoje chamamos 'medieval', uma sociedade cujas características mais proeminentes eram de muitas formas exatamente o oposto da sociedade clássica. Uma sociedade marcantemente rural, geralmente analfabeta, que tinha uma economia predominantemente de escambo, e que tendia a ser voltada a si mesma mais do que aberta e sincrética (o panorama que descrevemos é uma visão um tanto arquetípica da civilização medieval, porém contém importantes elementos da verdade).

É o propósito deste ensaio examinar as causas disto ou, mais exatamente, examinar a tese altamente controversa acerca do tema, que surgiu nos primeiros anos do século 20. Esta tese foi proposta por Henri Pirenne, um historiador belga cuja especialidade foi o período medieval precoce. Pirenne defendia que os verdadeiros destruidores da civilização clássica foram os muçulmanos. Foram as invasões árabes, disse ele, que romperam a unidade do mundo mediterrâneo e transformaram o Mar Mediterrâneo  - anteriormente uma das vias comerciais mais importantes do mundo - em um campo de batalha. Foi somente após o surgimento do Islã, afirmou Pirenne, que as cidades do Oeste, dependentes do comércio mediterrâneo para sua sobrevivência, começaram a morrer. Junto com as mesmas morreu a infraestrutura inteira da cultura clássica. Pirenne descobriu que da metade do século VII em diante uma profusão de produtos de luxo, previamente comuns na Gália, Itália e Espanha, desapareceu. Da mesma forma, foram-se com eles a prosperidade da qual a cultura clássica dependia. Cidades encolheram e a sociedade tornou-se mais rural.

Essencialmente, o que Pirenne dizia era que o Islã causou a Idade das Trevas na Europa.

Esta era, mesmo nos anos de 1920, quando esta tese foi publicada pela primeira vez, uma ideia extremamente controversa, e conflitava-se intensamente com a vertente da opinião contemporânea. Isto devido ao fato de a tendência ao longo do século anterior ter sido cada vez mais enxergar o Islã como um precursor da civilização da Europa medieval; como o grande preservador do conhecimento e aprendizado clássicos; como uma influência iluminada e tolerante que chegou à Europa no século VII e que a partir de então começou a elevar o continente para fora das trevas nas quais ele afundara. Este era o padrão de pensamento dentre talvez a maioria dos acadêmicos por quase meio século, antes da aparição da tese de Pirenne. Uma visão da História profundamente enraizada no pensamento europeu contemporâneo. E então aparecera Pirenne para alegar justamente o oposto!

Como pode ser imaginado, uma contra-tese tão notável gerou um debate acalorado. Um debate que perdura até os dias de hoje. E nos dias de hoje, ambos os lados permanecem tão divididos como o eram à época de Pirenne, que morreu em 1935. Há aqueles que, com graus variáveis de passionalidade, mantêm que o Islã essencialmente salvou o remanescente da cultura e aprendizado clássicos, o qual eles transmitiram a uma Europa entrevada. E ainda há aqueles que (um grupo bem menor), como Pirenne, mantêm que o Islã foi o destruidor desta mesma cultura e aprendizado. E que, se a Europa foi entrevada após o século VII, ela o foi precisamente devido à ação dos muçulmanos. Quão estranha esta situação! Como pode um tema gerar perspectivas tão radicalmente diferentes? Nós estamos, como diria, mais uma vez no que foi conhecido durante a Idade Média como o 'debate do mundo'. Naqueles dias, durante as Cruzadas, o 'debate' foi promovido pela força das armas. A batalha acadêmica (e em certos aspectos também ideológica) sendo hoje travada é promovida por jornais, livros, publicações acadêmicas, televisão, rádio e internet. Não podemos descartar também outro 'palco' de debates sendo frequentado, precisamente como o foi no tempo das Cruzadas: através da força das armas.

Por que afinal este debate ainda vigora entre nós? E por que ele estimula respostas tão radicalmente opostas? O que há com o Islã e sua História que deflagra uma controvérsia tão intensa? A resposta a estas perguntas, espero, será apresentada nas páginas que se seguem. E se não for uma resposta aceitável por todos, então pelo menos a evidência será apresentada de uma forma acessível a todos e que permitirá ao leitor ou leitora decidir por si.

                                                                           *  *  *

Assumindo que esta é a história de um debate, é apropriado primeiramente considerar como ela se desenvolveu ao longo dos séculos. Isto porque esta história não começa com Pirenne.

Até o século XVIII estudiosos geralmente assumiam que a civilização clássica terminou sob a forma de desintegração do Império Romano do Oeste (Ocidente), em 476 DC. Entretanto, à medida em que o século XVIII avançou e o estudo da História tornou-se uma disciplina acadêmica em si mesma mais do que uma simples compilação de crônicas, europeus eruditos tornaram-se cônscios do fato de que as tribos 'bárbaras' que conquistaram o Império Romano do Oeste no século V, nunca tencionaram destruir a sociedade ou a cultura romanas. E, à medida em que o nosso conhecimento da Antiguidade melhorava, a pergunta óbvia tornou-se progressivamente mais urgente: o que então trouxe a civilização clássica ao seu fim? Se, afinal, não foram os 'bárbaros' os responsáveis, o que ou quem então o foi, e quando?

Concomitantemente à pequisa acerca da História romana, os eruditos do Iluminismo iniciaram um exame detalhado da Europa medieval em seu primórdio. À medida em que o faziam, eles começaram a notar o quão grande era a dívida da Europa medieval ao mundo islâmico. Eles leram cartas, documentos oficiais e crônicas, que pareciam indicar a Espanha islâmica e o Oriente Médio islâmico como a fonte de todo o real conhecimento e aprendizado à época. Eles leram relatos de como os estudiosos europeus frequentavam as fronteiras do mundo islâmico, frequentemente disfarçados, para aprender seus segredos. Eles perceberam como os pensadores europeus da época, de Abelardo a Roger Bacon, baseavam seus debates sobre a língua dos eruditos islâmicos tais como Averróis e Avicena. Eles notaram que muito das terminologias científica e erudita encontradas nas línguas da Europa, eram de origem árabe. Nós utilizávamos o sistema numeral 'arábico', que nos deu o conceito do 'zero' - uma corruptela do árabe zirr, ao mesmo tempo em que nossa 'álgebra' era diretamente tomada do árabe al-jabr. Eles descobriram que de fato numerosos termos científicos e técnicos tais como álcool, álcali, etc, e muitos outros, eram de origem árabe.

Assim, nos primórdios do século XIX a opinião acadêmica sobre o Islã começou a mudar dramaticamente. É verdade, os piratas muçulmanos eram um problema no Mediterrâneo, e as sociedades muçulmanas - mais notavelmente o Império Otomano - eram um tanto emprobrecidas e frequentemente brutais. Porém estes aspectos negativos eram cada vez mais vistos como um acidente da História, não como algo logicamente derivado do Islã. Afinal, se a escravidão era então um problema no mundo muçulmano, será que também não o foi no mundo cristão? E, se muçulmanos mataram apóstatas e hereges, será que os cristãos não teriam feito o mesmo durante o século XVII?

A tendência para uma visão negativa da civilização européia acompanhada de uma visão positiva da civilização islâmica continuou pelo século XIX. De fato, o 'falar bem' do Islã andava um tanto quanto emparelhalado com o 'falar mal' do Cristianismo. Este era particularmente o caso entre uma certa classe de intelectuais politizados que, à medida em que o século XIX progredia, adotou uma abordagem crescentemente hostil a todas as coisas europeias. E esta tendência somente acelerou com a Primeira Grande Guerra. Seguindo os eventos cataclísmicos daqueles anos, cada vez menos a classe intelectual europeia e americana apoiava a visão de que a civilização europeia era em qualquer forma superior a qualquer outra. Ao contrário, uma era de desilusão se iniciou. À medida em que esta visão ganhava força, também o criticismo à Europa medieval e à Cristandade foi se tornando mais virulento. Cada vez mais o mundo medieval era visto como uma 'Idade das Trevas' e que qualquer conhecimento que possuímos decerto não se originou daí.

Escritores cristãos à época - ainda havia muitos - tentaram, é claro, se contrapor a este movimento, porém eles estavam em menor número e um certo sentido em desproporção de armas. A maré do pensamento fluía decididamente contra eles.

Mesmo assim, o estudo das fases finais da Antiguidade e período inicial do mundo medieval na Europa continuou. A Arqueologia, bem como a descoberta e tradução para línguas modernas de mais e mais textos correspondentes ao período do século V ao século X começaram a transformar nosso entendimento do período. Como vimos, sabe-se, desde o tempo de Gibbon pelo menos, que os 'bárbaros' não tencionaram destruir a civilização romana. A evidência arqueológica demonstrou que eles não o quiseram. Ao contrário, tornou-se então cada vez mais claro que a civilização greco-romana clássica sobreviveu às invasões bárbaras do século V e que houve até mesmo, no século VI pelo menos, algo parecido com um renascimento daquela civilização, ao menos em lugares como Gália e Espanha. Mesmo assim, o mundo de Roma e sua civilização terminaram, e este evento, tornou-se cada vez mais claro, ocorreu em algum tempo do século VII. Após esta época, o mundo ocidental tornou-se distintamente medieval em todos os aspectos. Mas por que, perguntou-se, isto ocorreu? Se os governantes bárbaros do Oeste puderam gerenciar e cultivar sociedades urbanas prósperas e marcantemente urbanas por dois séculos, especialmente em lugares tais como a Norte da África e Espanha, por que então eles 'perderam o rumo’ no século VII?

Nos primeiros anos do século XX este tornou-se um problema crescente e foi abordado por dois notáveis historiadores da época: Alfons Dopsch e Henri Pirenne. Ambos devotaram considerável esforço direcionado à pesquisa das sociedades italiana e gaulesa durante os séculos V e VI, tendo tornado-se proeminentes em sua rejeição da noção de uma Idade das Trevas criada por bárbaros durante aquele período. Ainda assim, Dopsch veio a crer que ele poderia detectar um 'declínio' geral da cultura romana entre os anos 400 e 600 DC, e ele eventualmente investiu na ideia de que os povos germânicos que governavam o Oeste provaram ao longo do tempo serem incapazes de administrar uma civilização urbana eficiente. Como o tempo, pensou Dopsch, a natureza 'bárbara' e incivilizada destes povos prevaleceu e, não obstante seus esforços iniciais de salvar as instituições e cultura romanas, ao final eles gerenciaram o colapso das mesmas.

Henri Pirenne estudou a mesma época e usou mais ou menos os mesmos materiais de Dopsch. As conclusões às quais ele chegou, entretanto, eram muito diferentes. Como Dopsch, ele notou que não houve uma 'Idade das Trevas' nos dois primeiros séculos após o saque de Roma por Alarico (410 DC), e que as instituições e cultura romanas sobreviveram. Ele também viu que o fim desta cultura poderia ser postergado para a primeira metade do século VII. Diferentemente de Dopsch, entretanto, ele não encontrou evidência de um declínio gradual. Para Pirenne, o término da civilização clássica tardia pareceu ter ocorrido de forma súbita. O que, pensou ele, poderia ter causado isto?

No início dos anos 1920 ele chegou a uma conclusão nova e controversa: a sociedade romana e a cultura que a ela associamos foram destruídas pelas conquistas árabes. Piratas e saqueadores sarracenos, defendeu ele, bloquearam o Mediterrâneo de 640 DC em diante, acabando com todo o comércio entre o Levante e a Europa Ocidental. As cidades da Itália, Gália e Espanha, as quais dependiam deste comércio para sua prosperidade, começaram a morrer. E os reis germânicos que controlavam estas regiões, privados da riqueza tributável por este mesmo comércio, perderam muito de sua autoridade e poder. Homens fortes locais asseguraram o controle sobre as províncias. Estes foram os barões medievais. A Idade Média havia começado.

O que Pirenne agora afirmava antagonizava completamente o pensamento acadêmico então corrente acerca do Islã, que enxergava a fé árabe muçulmana como civilizadora ao invés de uma força destrutiva. O debate que ele acendeu então jamais morreu totalmente ou se resolveu, ao contrário, assumiu uma ressonância nova e urgente no mundo moderno. Como iremos ver, a tese de Pirenne recebeu, por um tempo, uma aceitação apenas parcial em algumas áreas do universo acadêmico, mesmo apesar de ele ser enxergado à época como alguém contra o qual se deveria argumentar. Na década de 1980, entretanto, um consenso geral ganhou corpo, pelo menos no mundo anglófono, de que Pirenne teria sido efetivamente derrubado. E, desde então, mais e mais livros e estudos acadêmicos acerca daquele período o ignoraram bem como a sua teoria.

O consenso anti-Pirenne foi amplamente galvanizado, como veremos, por trabalho arqueológico promovido na Itália durante as décadas de 1960 e 1970. Descobriu-se que, enquanto que a cultura clássica sobrevivera durante os séculos V e VI, houve não obstante um marcante declínio em todos os aspectos da vida civilizada, do século V em diante. As escavações naquele país formaram a base do argumento apresentado por Richard Hodges e David Whitehouse, os críticos mais influentes de Pirenne que, em 1982 publicaram o que foi anunciado como a refutação definitiva a Pirenne. O livro Mohammed, Charlemagne and the Origins of Europe [N.T.: Maomé, Carlos Magno e as Origens da Europa] demonstrou ser um divisor de águas no debate. Usando principalmente o material italiano, mas também alguns dados do norte da África, Hodges e Whitehouse argumentaram que a civilização greco-romana encontrava-se em declínio terminal nos anos antecedentes a 600 DC. Tão decrépitas encontravam-se Itália, Espanha e Norte da África na segunda metade do século VI, declararam eles, que a cultura clássica não precisou ser assassinada pelos árabes. Ela estava efetivamente já morta quando estes chegaram.

Porém haviam falhas sérias no pensamento de Hodges e Whitehouse, como veremos. Por um lado, os dados que ambos apresentaram eram extremamente limitados no seu escopo e, essencialmente cobriam, primordialmente, a Itália central. Alegações de que a economia e a vida cívica do Norte da África também colapsaram antes de 600 DC não são fundamentadas. Nos capítulos 6, 7, 8 e 9 nós fazemos o que Hodges e Whitehouse falharam em fazer, isto é, observar além da Itália, a Gália, Europa central, Grã-Bretanha e Espanha. Lá nós podemos encontrar culturas clássicas já avançadas, prósperas e cheias de vida durante os séculos V, VI  e início do VII (em especial nestes dois últimos). Isto a despeito do fato de que nenhuma destas sociedades - com a possível exceção da Espanha - pode ser descrita como um grande centro de cultura clássica, quer seja na Antiguidade tardia ou antes desta. De fato, a arqueologia da Europa ocidental em geral, com exceção da Itália, mostra uma pronunciada expansão populacional, cultural e comercial durante a segunda metade do século VI e primeira metade do século VII - precisamente aqueles anos durante os quais Hodges e Whitehouse defenderam estar a civilização europeia e clássica morrendo, de forma lenta e tortuosa. Em toda parte encontramos evidência de expansão da agricultura, da população e de cidades, bem como o recrudescimento de construções em pedra ou a adoção e desenvolvimento de novas tecnologias. Na mesma vertente, novas regiões, tais como Irlanda, Grã-Bretanha setentrional (Escócia) e Germânia oriental e setentrional eram trazidas para a órbita da civilização latina, pela primeira vez.

Tanto assim para a Europa. Ainda assim, para se chegar ao fundo desta questão, precisamos olhar mais adiante. Para Pirenne, bem como para a maioria dos seus críticos, o debate sobre a 'Idade das Trevas' consistiu de um debate acerca do que aconteceu na Europa, particularmente Europa ocidental, a mais especialmente Gália e Itália. Porém o Oeste, com a exceção da Itália e talvez Espanha, nunca passaram de um pano de fundo, mesmo no auge do Império Romano. A realidade da situação é descrita sucintamente por Patrick J. Geary:
'Durante os mais de cinco séculos de presença romana no Oeste, as regiões da Grã-Bretanha, Gália e Germânia eram marginais aos interesses romanos. O Império era essencialmente mediterrâneo e tal permaneceu por toda a existência deste. Assim, a Itália, Espanha e Norte da África eram as áreas ocidentais mais vitais. Entretanto, os centros culturais, econômicos e populacionais eram as grandes cidades a Leste: Alexandria, Antióquia, Éfesus e mais tarde Constantinopla. O Oeste vergava apenas uma cidade, no sentido da palavra: Roma. Nos primeiros séculos do Império, Roma podia se dar ao luxo de manter os territórios romanos do Oeste. Ainda assim, estas regiões, que supriam as legiões das fronteiras com homens e armas e mantinham os senadores locais com uma vida confortável necessária à vida civilizada dos letrados, contribuíram pouco, seja para a vida econômica ou cultural do Império.' (Patrick J. Geary, Before France and Germany, pp. 8-9).
A partir disto, torna-se claro que, se queremos mapear o declínio e queda da civilização clássica nós devemos manter nosso olhar no Oeste, porém mantendo atenção sobre o que acontecia no Leste. Era aqui, e não no Oeste, onde se localizava a área central daquela civilização. Pirenne falhou em observar isto, talvez devido à mentalidade habitualmente eurocêntrica da cultura acadêmica de seu tempo. Ainda assim devemos examinar o Leste, e é esta a tarefa da qual nos incumbimos a partir do capítulo 10 desta obra.

Como veremos, o que quer que venha a ser dito acerca do desaparecimento da civilização clássica no Oeste, não há sombra de dúvida que ela foi extinta em meados do século VII e que o foi pelos árabes. Neste ponto, Hodges e Whitehouse permanecem estranhamento ambíguos. Por um lado, eles reconheceram que os árabes promoveram uma imensa destruição no Levante, até mesmo admitindo o surgimento no Norte da África de uma 'Idade das Trevas' após as conquistas árabes. Outrossim, eles sugeriram que a civilização clássica do Leste for arruinada mais pelos persas do que pelos árabes, e que na Ásia Menor pelo menos a civilização clássica já se encontrava terminalmente comprometida à época em que os árabes chegaram.

Nossa própria pesquisa baseada nas evidências nos leva a uma conclusão ligeiramente diferente: a civilização clássica foi de fato enfraquecida pela guerra destrutiva entre o Império Romano do Oriente (Bizâncio) e a Pérsia, iniciada em 612 DC, mas que, porém, Bizâncio era suficientemente poderosa e vibrante para se recuperar daquele conflito, não tivessem os árabes chegado imediatamente após este evento para devastar permanentemente a região. Estes são os fatos, como revelados pela Arqueologia. Não obstante, como veremos, eles impõem outra urgente questão: o que havia com os árabes ou, mais precisamente, com o Islã, que pudesse levar a cabo uma destruição tão universal e completa?

Neste ponto, devemos fazer uma pausa para nos dar conta do notável fato de que muito poucos historiadores que comentaram sobre a tese de Pirenne prestaram atenção à natureza do Islã ou aos seus credos. Eles todos assumiram, sem exceção, que o Islã era ou é uma fé igual às outras. De fato, quase toda a comunidade acadêmica trata os sistemas religiosos da humanidade como um todo amorfo, não vendo diferenças entre eles. Se eles escolhem uma religião para criticar, invariavelmente alvejam o Cristianismo. Há, ou houve, exceções interessantes à regra tais como Joseph Campbell que falou sobre o 'sono do Islã' que dominou o Oriente Médio no século VII. Porém no século XX, em geral, a comunidade acadêmica foi notavelmente positiva acerca da fé árabe muçulmana. Ainda assim, mesmo um rápido exame sobre os fundamentos do Islã é o suficiente para nos convencer de que o mesmo não se trata de uma fé como outra qualquer. E que ele é, ao contrário, uma ideologia político-religiosa cujo princípio fundamental é o expansionismo agresivo. No capítulo 13 nós veremos que, através da perpétua doutrina da 'guerra santa', ou jihad, e além da noção de direito presumido central à lei sharia, o Islã teve uma influência abrangente e desestabilizadora sobre o mundo mediterrâneo. Foi o assédio perpétuo dos piratas muçulmanos e mercadores de escravos que deflagrou o abandono dos assentamentos espalhados pela Europa meridional, existentes nos tempos clássicos, e o recolhimento de suas comunidades às fortificações defendidas dos topos das elevações - os primeiros castelos medievais. O mesmo assédio deflagrou o abandono dos antigos sistemas agrícolas, com seus diques e fossas de irrigação e causou o depósito de uma camada de lodo sobre os assentamentos clássicos do final deste período, pela costa do Mediterrâneo.

Nós observamos que o Islã de fato causou o fim da civilização clássica, pelo menos na sua área geográfica principal, isto é, o Oriente Médio. Não obstante, esta afirmativa não exaure a complexidade desta questão. Para os três séculos que testemunharam a ascenção do Islã e da Idade das Trevas na Europa, o período compreendendo o século VII ao X - o menos conhecido de toda a nossa História - guarda outros mistérios a serem desvendados. E estes são mistérios com os quais a Arqueologia contribuiu pouco para resolver. De fato, pode tê-los aprofundado ainda mais.

Quem quer que estude História medieval não pode deixar de notar o fato de que, exceto pelo impacto econômico que Pirenne alegou ter detectado no século VII, o real impacto cultural e ideológico do Islã sobre a Europa começa somente no final do século X e início do século XI. Documentos daquele período em diante não nos deixam dúvida de que o mundo dos 'sarracenos' foi considerado pelos europeus como sendo de fabulosa riqueza. Uma região sobre a qual estes últimos lançavam olhares invejosos, não somente devido às sua riquezas mas por seu aprendizado e conhecimento. A partir do final do século X em diante europeus cultos investiram esforços contínuos para se envolverem no aprendizado dos árabes. E aqui é claro nós chegamos ao próprio âmago da discordância radical sobre o Islã, que abalou o estudo dos primórdios da História medieval por duas décadas. Aqui precisamente encontramos o porque de alguns acadêmicos descreverem o Islã como tolerante e culto, por um lado, enquanto que de outro lado outros, com igual convicção, o descrevem como violento e intolerante. Qualquer que tenha sido o comprometimento causado pelo Islã na Europa no século VII, argumentam os islamófilos, ele foi mais do que compensado pelo conhecimento e sabedoria com os quais a Europa foi beneficada no século X, pela mesma fé. Conquanto a Europa possa ter penado durante três séculos de probreza e ignorânica na Idade das Trevas, o Islã se regalou de três séculos de esplendor e prosperidade sem paralelo, uma verdadeira Idade do Ouro.

Esta, pelo menos, tem sido a narrativa até agora. Ao longo do meio-século pregresso, as descobertas da Arquelogia minaram este quadro, e têm revelado fatos que podem eventualmente muito bem nos compelir a um repensamento radical.

Ao mesmo tempo em que alguns historiadores da Europa medieval, baseados nas fontes escritas tradicionais, têm consistentemente defendido a revisão do termo 'Idade das Trevas' em nossa nomenclatura, a evidência arqueológica tem apenas servido para demonstrar o quão 'das trevas' esta época de fato foi. Isto porque, não importa o quanto tenham se esforçado, os escavadores falharam em descobrir qualquer civilização na Europa, digna de assim ser chamada, no período compreendido entre o final do século VII ao início do século X. De fato, o progresso da pesquisa tem repetidamente demonstrado que, mesmo os míseros poucos monumentos e artefatos atribuídos a estes séculos de 'treva', geralmente não sugerem absolutamente ter pertencido àquela época ou ao período imediatamente precedente.

Certamente, disseram os arqueologistas, isto é uma prova sólida de que a Europa era então uma terra entrevada e bárbara - e muito despovoada - durante aqueles longos anos.

Porém, o mistério aprofunda-se ainda mais. Isto porque nós hoje sabemos que a Europa não é a única região desprovida de dados arqueológicos equivalentes ao período entre o séculos VII e X. O mesmo hiato é observado através do mundo islâmico. Eis aqui um grande choque à lógica coletiva! Ao mesmo tempo em que a ausência de cultura e despovoamento teriam sido esperadas na Europa, estas não o teriam sido no Norte da África, Egito, Síria e Mesopotâmia. Estas regiões, afinal, formavam o coração do Califado, o núcleo mesmo populacional, comercial e da vida cultural durante os três séculos daquilo que foi chamado a Era de Ouro do Islã. Escavadores esperariam encontrar mesquitas luxuosas, palácios, banhos, etc correspondentes a esta época, localizados no meio de metrópoles veradeiramente enormes. Afinal, o fabuloso Harun al-Rashid no século IX teria reinado sobre a cidade de Bagdah, lar de um milhão de pessoas. Córdoba, simultaneamente capital do Emirado espanhol, diz-se ter sido o lar de meio milhão de almas! Ainda assim, desta esplêndida civilização, um tijolo inscrito sequer foi achado! É verdade que desde o início da época islâmica tem se encontado ocasionalmente (embora infrequentemente) algum material arqueológico. Este data de meados do século VII. Então, após isto, há três séculos inteiros com virtualmente nada. Em meados do século X as atividades arqueológicas são retomadas e há conversas sobre um 'reavivamento' de cidades no mundo muçulmano, bem como na Europa. De fato, os meados do século X revelam uma civilização florescente e de muitas formas esplêndida, claramente mais opulenta e em um estágio mais avançado do que qualquer coisa que seja na Europa contemporânea àquela. Ainda assim, esta civilização parece brotar do nada: não há antecedentes arqueológicos relativos a ela.

Estas descobertas serviram para sublinhar a dicotomia existente no coração de toda a discussão acerca do Islã. De fato, acrescentaram outra nuance à mesma: por um lado, como vimos, há prova de uma massiva destruição promovida pelos árabes muçulmanos no Oriente Próximo, ocorrida em meados do século VII. Tão grande foi a destruição que muitas das cidades e comunidades que eram prósperas sob o governo bizantino, e assim permaneceram durante o primeiro quarto do século VII, foram abandonadas ou desertadas, para jamais serem reocupadas. Suas ruínas desoladas encontram-se por todo o Oriente Médio e Norte da África. Sempre acreditou-se, por outro lado, que após esta destruição as regiões muçulmanas desfrutaram de uma 'Idade de Ouro' que perdurou pelos séculos X e XI. Esta, pelo menos, tem sido a narrativa e o argumento prevalentes, até recentemente.

Deveríamos observar que a aparência arqueológica da primeira cultura islâmica rica, isto é, aquela que existiu nos séculos X e XI, coincide com a história escrita a qual sempre indicou que o impacto cultural do Islã chegou à Europa somente nos séculos X e XI. O que pode significar isto tudo? Seria este um mistério que pode ser resolvido, ou estaria além de nossa simples engenhosidade humana poder chegar ao fundo dele?

Como veremos no capítulo final do presente estudo, tão grande tornou-se este problema que dele derivaram soluções radicais, até mesmo tresloucadas. Uma delas, apoiada por não poucos historiadores e climatologistas, é que uma alguma forma de desastre natural abateu-se sobre a Europa e talvez até mesmo sobre a Terra inteira durante o século VII. Vários escritores, referindo-se principalmente às crônicas medievais, falam de uma mini-Era do Gelo ou talvez um período de aquecimento global. Outros olham aos céus e veem cometas e asteroides como causas. Este escritores concordam que houve uma 'Idade das Trevas', porém teria sido causada pela natureza, mais do que pelo homem. Outra escola de pensamento, influente na Europa, nega totalmente a existência de uma 'Idade das Trevas' e alega que os 300 anos concernentes ao período entre o início do século VII e o início do século X, como descritos pelos escribas trabalhando para o Imperador Otto III no final do século X,  jamais existiram, tendo sido uma mera criação fictícia. Os proponentes mais importantes desta teoria foram os escritores alemães Heribert Illig e Gunnar Heinsohn. Seria impossível fazer justiça a qualquer uma destas teorias ou de examinar todas as suas implicações em um único volume, que dirá um capítulo. Olharemos brevemente algumas delas, ao final do presente estudo. Basta dizer que ao mesmo tempo em que a tese de Illig pode ser vista como solucionadora de diversos mistérios até o momento intratáveis (por exemplo, por que a arte 'romanesca' dos séculos X e XI parecem tanto com a arte merovíngia do século VII), ela tem sido quase que universalmente rejeitada pela grande parte da comunidade acadêmica, permanecendo decididamente uma ideia marginal.

Deixando estas questões de lado, o presente estudo conclui observando que o conhecimento acadêmico chegou agora a diversas conclusões que se posicionam acima de qualquer discussão e que tendem a oferecer apoio definitivo a Pirenne.

Primeiramente, e acima de tudo, a evidência sugere que a civilização clássica (greco-romana) encontrava-se viva e bem no período compreendido entre o final do século V a início do século VII. Este foi particularmente o caso no Oriente Médio e Norte da África, que eram o coração da cultura mediterrânea antiga e nas quais estavam situados aqueles que eram, de longe, os maiores centros populacionais, de riqueza e de industrialidade. A evidência sugere que até o primeiro quarto do século VII estas regiões eram florescentes como nunca haviam sido antes. Porém, a civilização clássica estava viva e bem também na Europa, uma região que sempre foi periférica à civilização greco-romana (exceto pela Itália central e meridional). E, fora da Itália central, não encontramos quaisquer dos sinais de decadência que os críticos de Pirenne alegaram ter detectado. Pelo contrário, a Gália, e em particular a Espanha, abrigaram uma cultura clássica tardia próspera e vigorosa, crescente ao invés de decadente. De fato, nos anos finais do século VI, a civilização clássica havia começado a disseminar-se para regiões nunca alcançadas pelas legiões romanas. Latim e grego eram agora estudados ao longo das margens do Elba e na Germânia oriental, bem como Hébridas, nos mares da Escócia setentrional.

Em segundo lugar, a evidência mostra que esta cultura conheceu um declínio rápido e terminal nas décadas de 20 e 30 do século VII. As grandes cidades da Ásia Menor e toda a Síria nesta época mostram sinais de violenta destruição, após a qual elas nunca mais foram reconstruídas. Quaisquer sinais arqueológicos existentes sobre as mesmas são invariavelmente escassos e de pequena escala. Geralmente, pouco mais do que uma pequena fortaleza. Contemporânea à destruição das cidades clássicas, encontramos uma decadência universal também no interior. A camada de solo superior é erodida pela água e uma camada de subsolo, conhecida como 'material recente', cobre comunidades em vales de rios, bloqueando seus portos [N.T.: 'material recente' é um termo cunhado pelo geólogo Claudio Vita-Finzi, que corresponde a uma camada sedimentar nova, rica em material de importância arqueológica]. Este estrato aparece por todo o mundo mediterrâneo, da Síria à Espanha, e é a assinatura geográfica do fim da civilização greco-romana. Com o surgimento desta camada, os padrões clássicos de gerenciamento de comunidades e da terra são abandonados. Este também é o padrão no sul da Europa, onde encontramos agora uma fuga das comunidades para o topo de elevações, com o propósito de se defender - os primeiros castelos medievais. Ambos desdobramentos podem ser explicados pelo surgimento de invasores e piratas muçulmanos por toda a costa do Mediterrâneo, a partir da década de '30 do século VII em diante. E, se esta não for a explicação aceita, então nenhuma outra existirá.

Em terceiro lugar, a partir de meados do século VII em diante há um quase total desaparecimento de informação arqueológica na Europa e por todo o Oriente Médio e Norte da África, por um período de três séculos. Este desaparecimento, parece, não tem nenhuma relação com o que tem sido sempre chamado de a 'Idade das Trevas' da Europa, porque ele também ocorre em terras islâmicas. A partir de meados do século X até o seu final, cidades e comunidades ressurgem, tanto em terras islâmicas quanto cristãs e (apesar de as grandes cidades dos tempos clássicos terem desaparecido para sempre), a cultura material dos novos assentamentos é em muitas formas notavelmente reminiscente da cultura material do século VII.

Isto, em resumo, é o que diz a Arqueologia. Ao final do presente volume nós observaremos brevemente os eventos subsequentes à ascenção e à disseminação do Islamismo. Lá descobriremos que não só os árabes exterminaram a civilização clássica no Levante e Norte da África, isolando portanto a Europa dos impulsos humanizadores e civilizatórios que previamente haviam emanado destas regiões, mas agora eles teriam começado no século X a exercer sua própria influência sobre o Oeste. E esta influência foi tudo, exceto benevolente. É claro que é amplamente aceito que o Islã teve um profundo impacto cultural sobre Europa medieval, em seus primórdios. De fato, a universalidade deste impacto tem sido tradicionalmente vista como subjacente à superioridade cultural do Islã àquela época. Não obstante, como veremos, além de alguns comentários de Aristóteles e de alguns poucos conceitos científicos e tecnológicos (os quais não são absolutamente invenções 'árabes'), o Islã transmitiu à Europa um apanhado de ideias a atitudes, nem de longe iluminados. Mais obviamente, o conceito de 'guerra santa', o qual foi adotado pela Europa (assumidamente de forma um tanto relutante) no século XI, foi inteiramente uma inovação islâmica, bem como uma tendência à teocracia (santificada pelo todo-poderoso papado medieval) e a supressão, à força, das ideias heterodoxas.

                                                                           *  *  *

Não podemos deixar de admitir que um trabalho como este não pode reivindicar ser exaustivo, nem tampouco a última palavra sobre o tema. Muitos dos tópicos cobertos poderiam ter sido aproveitados com maior profundidade. Não obstante, tão diversa é a gama de evidência e tão amplos os territórios e épocas cobertos, que um exame detalhado de tudo é uma completa impossibilidade. Fui compelido a estudar evidência escrita e arqueológica relativa ao período compreendido entre o século V e o século X, contido em uma externsão territorial que vai das extremidades ocidentais da Europa às fronteiras da Pérsia. E, como de se esperar, a literatura que trata destas diversas épocas e regiões é imensa, e cresce a cada dia. Tanto se tem escrito sobre a história econômica e política dos Estados bizantino, franco, visigodo e islâmico inicial em língua inglesa ao longo dos últimos vinte anos, que uma bibliografia completa poderia por si só preencher um volume inteiro. Porém, uma bibliografia portentosa não indica necessariamente argumentos convincentes ou mesmo uma linha coerente de pensamento. Como tal, me empenhei apenas em selecionar algo do material mais representativo disponível e examinar em detalhe os argumentos e evidência lá encontrados. E, assumindo que esta obra se trata de um exame da tese de Pirenne, eu me concentrei de forma geral sobre os autores que estudaram seu trabalho ou sobre aqueles cujo próprio trabalho teve um impacto direto sobre o do primeiro.

Assim, o escopo do presente trabalho é limitado. De forma geral, tendi a me concentrar sobre a evidência arqueológica. Se aprendemos qualquer coisa acerca desta época é que as fontes escritas não podem ser tomadas pelo seu conteúdo puro e simples. Elas têm de ser apoiadas pela Arqueologia. E a Arqueologia da fase final da Antiguidade e Idade Média inicial tem, até agora, produzido muito mais enigmas do que respostas.

Há tanto trabalho a ser feito. Tendo dito isto, entretanto, estou convencido de que a evidência agora acumulada aponta decisivamente à alegação de Pirenne, mesmo que não exatamente da maneira como ele imaginou. O Islã de fato terminou a civilização clássica nos seus centros principais, no Oriente Médio e na Norte da África. Seu impacto sobre a Europa entretanto foi mais limitado, e talvez não tenha chegado ao nível de catástrofe econômica que Pirenne acreditou ter ocorrido. A Europa de clima temperado já era economicamente auto-suficiente, antes da chegada dos árabes, e sua presença no Mediterrâneo fez pouco mais do que bloquear a importação para o Oeste de certos artigos de luxo orientais apreciados pelas elites da Gália, Espanha e Itália. Muito mais sério, entretanto, foi o término do fornecimento de papiro, um evento que levou, dentre outras coisas, à perda de grande parte da herança literária clássica e à perda da alfabetização em geral da população da Europa. Isto levou, rapidamente de fato, à mentalidade 'medieval' com a qual estamos bem familiarizados.

Emmet Scott é um historiador especializado em História antiga do Oriente Próximo. Ao longo dos últimos 10 anos, ele voltou sua atenção às fases tardias da Antiguidade e à fase de declínio da civilização clássica, a qual ele enxerga como um dos episódios mais cruciais na História da civilização ocidental.




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Padre Bizon e Rabino Mayer participam de vídeo promocional do islão no Brasil

"Maomé é um bom apóstolo.  Aqueles que o seguem são cruéis com os não-muçulmanos mas gentis entre sí"  Alcorão 48:29
O canal de propaganda islâmica Rabet lançou um vídeo de taquia intitulado "o terrorismo não tem religião" para tentar desvincular o islão do terrorismo. (O vídeo pode ser visto neste link do Facebook).

A rigor, não existe terrorismo no islão. Afinal, todas as ações que o mundo classifica como terrorismo, no islão elas são permitidas, e mesmo incentivadas, se promovidas contra os infiéis (não muçulmanos ou ex-muçulmanos). Isso é algo importantíssimo de se ter em mente.

O terror contra os infiéis foi algo tão importante para o sucesso de Maomé (e para a propagação do islamismo no séculos seguintes) que ele próprio disse:
Eu fui feito vitorioso com o terror (hadice autêntico de Bukhari 4, 52, 220)
O vídeo, filmado em São Paulo, tem a presença do Xeique Houssam Ahmad El Boustani, libanês, da Mesquita de Guarulhos, bem como de alguns notáveis islâmicos, como o Xeique Mohammad Al Moghrabi, marroquino, responsável pela dawa (pregação) islâmica no Brasil.

A nota triste do vídeo é a participação do Rabino Raul Mayer e do Padre (cônego) José Bizon. Eles falam sobre a posição do judaísmo e do catolicismo com respeito ao terrorismo, cada qual falando que a sua respectiva religião não promove o terrorismo. Isso está correto. O que está errado é eles participarem de um vídeo com clérigos islâmicos cuja religião promove a violência se praticada contra os infiéis.

O Rabino Raul Mayer e o Padre José Bizon fizeram o mesmo papel patético que o cardeal de São Paulo, Dom Odilo Scherer e o rabino Michel Schlensinger fizeram em 2014, juntamente com este mesmo Xeique Houssam Al Boustani.

O Rabino Raul Mayer e o Padre José Bizon precisam deixar de ser massa de manobra e acordar para a realidade do que acontece ao redor do mundo! O Padre José Bizon ignora a perseguição sistemática e implacável que os cristãos sempre sofreram sob o islão, principalmente na atualidade. O próprio Papa Francisco a perseguição que os cristãos enfrentam hoje é a maior da história. O Rabino Mayer desconsidera o anti-semitismo islâmico, praticado por Maomé e enraizado no Alcorão.

Se você conhecer este rabino ou este padre, por favor, repasse este artigo para eles!

Eu vou listar algumas leituras para eles, de modo a que eles possam acordar desta sonolência e começarem a encarar a realidade. É importante também consultar os links dentro destes artigos.
  1. Tafsir diz que "lutar contra os judeus e cristãos é legal porque eles são idólatras e descrentes 
  2. Arcebispo de Mosul, no exílio, alerta que nós seremos vítimas de perseguição em breve
  3. Cardeal de São Paulo e Rabino paulista caem no engodo do diálogo inter-religioso
  4. Autoridades cristãs brasileiras dão credibilidade ao islão, traindo ao Brasil e a Igreja
  5. Perseguição aos cristãos pelo islamismo - Exemplos - Parte 1
  6. Perseguição aos cristãos pelo islamismo - Exemplos - Parte 2
  7. Boletim de Anti-Semitismo
  8. Dhimmi, Dhimmitude, Jizya. A humilhante vida de um não muçulmano regido pela lei islâmica (Sharia)
E seria proveitoso se eles aprendessem um pouco sobre quem foi Maomé e sobre a lei islâmica (Sharia). Sugestões de leitura:
  1. Lei Islâmica (Sharia) para os não muçulmanos
  2. A História de Maomé
  3. O Aterrorizante Brilhantismo do Islão
  4. O Estado Islâmico é islâmico e representa o verdadeiro rosto do islão
Rabino Mayer e Padre Bizon, eu estou ao inteiro dispor de vocês para esclarecer qualquer destes pontos.

Rabino Mayer (esquerda) e Padre Bizon (direita)


sábado, 6 de agosto de 2016

São João Damasceno e a Heresia dos Ismaelitas (muçulmanos): isso deveria ser ensinado nas igrejas!


São João Damasceno, também conhecido como São João de Damasco, 676-749, foi Bispo e é um dos Doutores da Igreja. Ele discute seus debates com os muçulmanos e expõe os ensinamentos de seu falso profeta, Maomé. Ele mostra que os muçulmanos não adoram o mesmo Deus que os católicos. A passagem seguinte foi retirada do trabalho monumental de São João Damasceno, A Fonte de Conhecimento, parte dois, intitulada "Heresias em Epitome: como elas começam e de onde elas se originam." Ele é geralmente apenas citado por suas obras contra heresias.

A descrição que ele faz do islamismo é perfeita, e deveria fazer parte do Catecismo da Igreja Católica e ensinado por todas as demais denominaçãos protestantes e evangélicas!


Sua obra, A Fonte de Conhecimento, é uma das mais importantes obras individuais produzidos no período patrístico grego. É a primeira grande Summa da teologia a aparecer tanto no Oriente ou no Ocidente. São João Damasceno é considerado um dos grandes Doutores da Igreja, e seus escritos têm um lugar de alta honra na Igreja. Sua crítica do Islã, ou "a heresia dos ismaelitas," é especialmente relevante para os nossos tempos.

Este doutor da Igreja nasceu em Damasco, na Síria, e seu pai era um funcionário do governo tanto no âmbito do imperador bizantino quanto sob os governantes muçulmanos de Damasco. Recebeu uma excelente educação clássica, e era fluente em árabe, bem como grego. São João Damasceno trabalhou na corte muçulmana até a hostilidade do califa em relação ao cristianismo tê-lo levado a renunciar ao seu cargo, por volta do ano 700.

Ele migrou para Jerusalém e se tornou um monge no Mosteiro de Mar Saba, perto de Jerusalém. Ele ensinou no mosteiro, pregou muitos de seus sermões luminosos em Jerusalém, e foi lá que ele começou a compor seus tratados teológicos.

O que eu acho mais importante nos comentários de São João Damasceno sobre o islão é que ele vem de observações dos primórdios do islão. O islão havia acabado de ser inventado e a tradição oral ainda não tinha sido substituída pela rigidez e ortodoxia do Alcorão e das Tradições de Maomé (Sirat e Suna).

Mosteiro de Mar Saba, próximo a Jerusalém

Texto de Writings, by St John of Damascus, The Fathers of the Church, vol. 37 (Washington, DC: Catholic University of America Press, 1958), pp. 153-160. Extraído de Ortodox Info.

Há também a superstição dos ismaelitas que até hoje prevalece e mantém as pessoas em erro, sendo um precursor do Anticristo. Eles são descendentes de Ismael, [que] nasceu de Abraão e Agar, e por esta razão, eles são chamados de agarenes e ismaelitas. Eles também são chamados sarracenos, que é derivado de Sarras Kenoi, ou destituídos de Sara, por causa do que Agar disse ao anjo: "Sara enviou-me afastando, destituídos." [99] Eles costumavam ser idólatras e adoravam a estrela da manhã e Aphrodite, que em sua própria língua que chamaram Khabár, o que significa "grande." [100] E assim até o tempo de Heráclio eles eram grandes idólatras. A partir desse momento até o presente um falso profeta chamado Maomé apareceu no meio deles. Este homem, depois de ter contato acidental com o Antigo e o Novo Testamento e da mesma forma, ao que parece, depois de ter conversado com um monge ariano, [101] inventou sua própria heresia. Então, tendo insinuado-se nas boas graças do povo por um exibição de aparente piedade, ele declarou que um determinado livro tinha sido enviado para ele do céu. Ele tinha estabelecido algumas composições ridículas neste livro dele e ele deu a eles este livro como um objeto de veneração.

Maomé diz que há um só Deus, criador de todas as coisas, que não tenha sido gerado nem gerou. [102] Ele diz que o Cristo é a Palavra de Deus e do Seu Espírito, mas uma criatura e um servo, e que Ele foi gerado, sem semente, de Maria, a irmã de Moisés e Arão. [103] Porque, diz ele, a Palavra e Deus e o Espírito entrou em Maria e ela deu à luz Jesus, que era um profeta e servo de Deus. E ele diz que os judeus queriam crucificá-lo em violação da lei, e que eles apreenderam Sua sombra e a crucificaram. Mas o próprio Cristo não foi crucificado, diz ele, nem ele morreu, pois Deus pelo Seu amor por Ele, o tomou para Si para o céu. [104] E ele diz isso, que quando o Cristo tinha subido ao céu Deus lhe perguntou: 'Ó Jesus, que te dizem: "Eu sou o Filho de Deus e Deus"?' E Jesus, diz ele, respondeu: 'Seja misericordioso de mim, Senhor. Tu sabes que eu não disse isso e que eu não desprezo para ser teu servo. Mas os homens pecadores ecreveram que eu fiz esta afirmação, e eles têm mentido sobre mim e têm caído em erro.' E Deus respondeu e disse-lhe: 'Eu sei que tu não dizestes esta palavra." [105] Há muitas outras coisas extraordinárias e bastante ridículas neste livro que ele se gaba foi enviado para ele por Deus. Mas quando se pergunta: 'E quem está lá para testemunhar que Deus lhe deu o livro? E qual dos profetas anunciaram que tal profeta se levantaria?' - eles ficam perdidos. E nós observamos que Moisés recebeu a Lei no Monte Sinai, com Deus aparecendo aos olhos de todas as pessoas em nuvem, e fogo, e trevas, e tempestade. E nós dizemos que todos os Profetas desde Moisés predisseram a vinda de Cristo e como Cristo, Deus (e Filho de Deus encarnado) estava para vir e ser crucificado e morrer e ressuscitar, e como ele era para ser o juiz do vivos e mortos. Então, quando dizemos: 'Como é que este profeta de vocês não veio da mesma maneira, com os outros dando testemunho d'Ele? E como é que Deus não se usou da presença de vocês para apresentar a este homem com o livro ao qual você se refere, assim como Ele deu a Lei a Moisés, com as pessoas olhando para a montanha afumar, de modo que vocês, também, pudessem ter certeza?' - eles respondem que Deus faz o que Lhe agrada. 'Isso', dizemos, 'nós sabemos, mas estamos perguntando como o livro desceu até o seu profeta.' Em seguida, eles respondem que o livro veio a ele enquanto ele estava dormindo. Então, em tom de brincadeira, nós dizemos que, desde que ele recebeu o livro em seu sono e não chegou a sentir a operação, então, o ditado popular aplica-se a ele (que diz:. Você está tecendo sonhos) [106]


Quando perguntamos de novo: 'Como é que quando ele nos ordenou neste livro de vocês para não fazer nada ou receber qualquer coisa sem testemunhas, você não perguntou: "Primeiro você nos mostre por testemunhas que você é um profeta e que você veio de Deus, e nos mostre apenas o que escrituras testemunham sobre você'"- eles têm vergonha e permanecem em silêncio. [Então continuamos:] 'Embora você não possa se casar com uma mulher sem testemunhas, ou comprar ou adquirir bens; embora você não possa receber um jumento, nem possuir um animal de carga sem testemunhas; e embora você possua ambas as esposas e os bens e jumentos e assim por diante através de testemunhas, no entanto, é apenas a sua fé e suas escrituras que você mantêm infundadas por testemunhas. Pois quem entregou isso para vocês não tem nenhuma garantia de qualquer fonte, nem há ninguém conhecido que testemunhou a respeito dele antes de ele vir. Pelo contrário, ele recebeu-o enquanto ele dormia.


Além disso, eles nos chamam Hetaeriasts, ou Associadores, porque, dizem, nós introduzimos um associado com Deus, declarando Cristo o Filho de Deus e Deus. Nós dizemos a eles na tréplica: "Os Profetas e as Escrituras nos entregaram isso, e vocês, como vocês persistentemente dizem, aceitam os Profetas. Assim, se nós erroneamente declaramos que Cristo é o Filho de Deus, são eles que ensinaram isso e entregaram isso para nós.' Mas alguns deles dizem que é por má interpretação de que temos representado os Profetas a dizerem tais coisas, enquanto outros dizem que os hebreus nos odiavam e nos enganaram por escrito em nome dos Profetas para que possamos ser perdidos. E mais uma vez nós dizemos-lhes: 'Enquanto vocês disseram que Cristo é a Palavra de Deus e do Espírito, por que vocês nos acusam de sermos  Hetaeriasts? Porque a palavra, e o espírito, são inseparáveis daquele em que, naturalmente, tem existência. Portanto, se a Palavra de Deus é em Deus, então é óbvio que Ele é Deus. Se, no entanto, ele está fora de Deus, então, de acordo com vocês, Deus é sem palavra e sem espírito. Consequentemente, ao evitar a introdução de um associado com Deus vocês o mutilaram. Seria muito melhor para vocês para dizerem que ele tem um associado do que O mutilar, como se estivessem lidando com uma pedra ou um pedaço de madeira ou algum outro objeto inanimado. Assim, vocês falam falsidades quando nos chamam de Hetaeriasts; nós retrucamos chamando você de mutiladores de Deus.'


Eles ainda nos acusam de serem idólatras, porque nós veneramos a cruz, que eles abominam. E nós respondemos: 'Como é, então, que vocês se esfregam-se contra uma pedra em sua Caaba [107] e a beijam e a abraçam.' Então, alguns deles dizem que Abraão teve relações com Agar em cima dela, mas outros dizem que ele amarrou o camelo nela quando ele estava indo  sacrificar Isaac. E nós respondemos: 'Visto que a Escritura dizem que a montanha era arborizado e tinha árvores das quais Abraão cortoiu lenha para o holocausto e a pôs sobre Isaque, [108] e, em seguida, ele deixou os burros para trás com os dois jovens, por que falar bobagem? Pois  naquele lugar também não é coberto com árvores nem há passagem para burros.' E eles estão embaraçados, mas eles ainda afirmam que a pedra é a de Abraão. Então dizemos: 'Que seja a de Abraão, como você tão estupidamente diz. Então, só porque Abraão teve relações com uma mulher sobre ea ou amarrou um camelo, você não tem vergonha de beijá-la, mas você culpa-nos de venerar a cruz de Cristo pelo qual o poder dos demônios e o engano do Diabo foi destruído.' Esta pedra que falam é a cabeça daquela Afrodite quem eles costumavam adorar e a quem chamavam de Khabár. Até os dias de hoje, os traços da escultura são visíveis nela para observadores cuidadosos. 


Como tem sido relacionada, este Maomé escreveu muitos livros ridículos, a cada um dos quais ele estabeleceu um título. Por exemplo, há o livro Sobre a Mulher, [109] em que ele claramente faz previsão legal para a tomada de quatro esposas e, se for possível, mil concubinas - tantas quanto se puder manter, além das quatro esposas. Ele também tornou legal se desfazer da esposa que se desejar e, se assim o desejarem, a tomar para si uma outra esposa da mesma maneira. Maomé tinha um amigo chamado Zeid. Este homem tinha uma bela esposa com quem Maomé se apaixonou. Uma vez, quando eles estavam sentados juntos, Maomé disse: 'Oh, a propósito, Deus mandou que eu despose a sua esposa.' O outro respondeu: 'Você é um apóstolo. Faça o que Deus disse a você e pegue a minha esposa.' De outro modo - ao recontar a história, desde o início, ele disse-lhe: 'Deus mandou que você se livre da sua esposa.' E ele a repudiou. Então alguns dias depois: 'Agora', ele disse, 'Deus me mandou levá-la', em seguida, depois que ele a levou e cometeu adultério com ela, ele fez esta lei: 'Deixe aquele que vai deixar a sua esposa. E se, depois de ter repudiá-la, ele deva retornar a ela, deixar que outro se case com ela. Por que não é lícito desposá-la a menos que ela tenha sido casada com outro. Além disso, se um irmão repudiar sua esposa, deixe que seu irmão se case com ela, caso ele assim o desejar.' [110] No mesmo livro ele dá tais preceitos como este 'Trabalhar a terra que Deus te deu e embeleze-a. E faça isso, e fazê-lo de tal maneira' [111] - Não repita todas as coisas obscenas que ele fez.


Depois, há o livro do Camelo de Deus. [112] Sobre este camelo, ele diz que houve uma camela de Deus e que ela bebeu todo o rio e não podia passar por duas montanhas, porque não havia espaço suficiente. Havia gente naquele lugar, ele diz, e eles costumavam beber a água em um dia, enquanto a camela bebia no dia seguinte. Além disso, ao beber a água que ela os supria com alimento, porque ela lhes fornecia leite em vez de água. Então, porque esses homens eram maus, levantaram-se, diz ele, e mataram a camela. No entanto, ela teve um filho, um pequeno camelo, que, segundo ele, quando a mãe tinha sido morta, clamou a Deus e Deus o tomou para Si. Em seguida nós dizemos para eles: 'De onde foi que o camelo veio?' E eles dizem que era de Deus. Então dizemos: 'Havia outro camelo juntamente com este?' E eles dizem: 'Não.' Então nós dizemos 'como ele foi gerado? Pois vemos que o camelo é, sem pai e sem mãe e sem genealogia, e que aquele que o gerou sofreu mal. Também não é evidente quem o criou. E também, este pequeno camelo foi levado para cima. Então, por que o seu profeta, com quem, de acordo com o que vocês dizem, Deus falou, saber mais sobre o camelo - onde pastava, e quem obtinha leite da sua ordenha? Ou será que ela, possivelmente, como sua mãe, se defrontou com pessoas más e foi destruída? Ou ela entrou no Paraíso antes de vocês, de modo que vocês podem ter o rio de leite que vocês tão estupidamente falam? Por que vocês diz que você tem três rios que fluem no paraíso e um de água, uma de vinho, e um de leite. Se o seu precursor o camelo está fora do paraíso, é óbvio que ela secou de fome e sede, ou que os outros têm o benefício de seu leite e para que o seu profeta é ostentando ociosamente de ter conversado com Deus, porque Deus não o fez revelar-lhe o mistério do camelo. Mas se ela está no paraíso, ela está bebendo água parada, e você por falta de água vai secar no meio do paraíso de prazer. E se, não havendo água, porque o camelo vai ter bebido tudo, vocês tem sede de vinho do rio de vinho que está fluindo, vocês vão se tornar intoxicados por beberem vinho puro e entrar em colapso sob a influência da bebida forte e cair no sono adormecedor. Então, sofrendo de uma cabeça pesada depois de dormir e estar doente do vinho, vocês vão perder os prazeres do paraíso. Como, então, se não entra na mente de seu profeta que isso pode acontecer com vocês no paraíso do prazer? Ele nunca teve nenhuma idéia do que o camelo está fazendo, ainda que vocês nem sequer perguntaram a ele, quando ele antecedeu para vocês com seus sonhos sobre o tema dos três rios. Nós claramente garantimos que este camelo maravilhoso de vocês vos precedem na alma dos jumentos, onde, vocês também, como animais, estão destinados a ir. E há a escuridão exterior e punição eterna, lareira, vermes sem dormir, e demônios do inferno.'


Uma outra vez, no livro da Mesa, Maomé diz que o Cristo pediu a Deus por uma mesa e que isso foi dado a Ele. Porque Deus, diz ele, disse-lhe: 'Eu tenho dado a ti e a tua uma mesa incorruptível.' [113]


E mais uma vez, no livro da Novilha, [114] ele [Maomé] diz algumas outras coisas estúpidas e ridículas, que, por causa de seu grande número, eu acho que deve ser preterido. Ele fez uma lei que eles devem ser circuncidados, e as mulheres também, e ele ordenou-lhes que não guardem o sábado, e nem que sejam batizados.


E, enquanto ele ordenou-lhes de comer algumas das coisas proibidas pela lei, ele ordenou-lhes que se abstenham de outras. Ele, além disso, absolutamente proibiu o consumo de vinho.

Notas de Rodapé

99. Cf. Gen. 16.8. Sozomen também diz que eles eram decendentes de Agar, mas os chamou de decendentes de Sara para esconder a sua origem servil (Ecclesiastical History 6.38, PG 67.1412AB).

100. A palavra árabe kabirun signifca  ‘grande,’ seja em tamanho ou dignidade. Heródoto menciona o culto arábico da "Afrodite Celestial" mas diz que os árabes a chamavam de Alilat (Herodotus 1.131)

101. Pode ter sido o monge nestoriano Bahira (George or Sergius) que encontrou com Maomé em Bostra, na Síria, e alegou ter reconhecido nele o sinal de um profeta.

102. Alcorão, Sura 112.

103. Sura 19; 4.169.

104. Sura 4.156.

105. Sura 5.Il6tf.

106. O manuscrito não tem este adágio, mas Lequien sugere este de Platão.

107. A Ka’ba, chamada ‘A Casa de Deus,’ é reinvidicada (por muçulmanos) de ter sido construída por Abraão com a ajuda de Ismael. Ela ocupa o lugar mais sagrado da Mesquita em Meca. Incorporada na sua parede está a pedra, aqui referida como a famosa Pedra Negra, que é uma rélica da idolotria pré-islâmica dos árabes.

108. Gen. 22.6.

109. Koran, Sura 4.

110. Cf. Sura 2225ff.

111. Sura 2.223.

112. Not in the Koran.

113. Sura 5.114,115.

114. Sura 2.