quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Avanço demográfico do islamismo na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas


Este breve artigo irá complementar a discussão sobre o crescimento demográfico do islamismo iniciada em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?. Na oportunidade eu me foquei nos países da Europa Ocidental por serem estes sob os quais os tentáculos da Comunidade Européia (“Eurábia”) se fazem sentir a mais tempo (e, como conseguinte, onde ocorre a islamização mais acelerada). Neste artigo eu enfoco nos países da antiga cortina-de-ferro e nos países da antiga Iugoslávia. O dados são do Pew Research Center [1].

(Leia sobre o avanço demográfico do islamismo nas Américas aqui.)

Ter sido parte da antiga cortina-de-ferro, acabou sendo algo positivo. Estes países ficaram isolados por algum tempo do que acontecia na Europa ocidental, notadamente introdução da política oficial do multiculturalismo e da imigração em massa.

Os dados estatísticos são apresentados na Tabela 1 (apêndice) e na Figura 1. Chama-se a atenção o já alto número de muçulmanos na Rússia, Bulgária e Geórgia, e o irrisório número nos demais países. A explicação para este fato é histórica.


Figura 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas

Rússia. No século 13, o império mongol se fragmenta em 4 canatos (nome derivado de Khan, que significa “líder de um território”), sendo a Horda Dourada um deles. A Horda Dourada ocupava as estepes russas e o atual Cazaquistão. Era um povo de origem mongol e turca, comumente chamados de tártaros. Eles adotaram o islã como religião, ao reconhecerem a inspiração que o islã oferece para aqueles que saqueiam e estupram, pilham e matam. Esta é a origem histórica para os muçulmanos na Rússia. O Canato da Horda Dourada foi conquistado pelos czares Ivã, o Terrível, e Catarina, a Grande, e incorporado ao território Russo na sua expansão para o Leste. O crescimento atual da população muçulmana na Rússia é devido à conjunção de diversos fatores, principlamente a baixa taxa de natalidade da mulher russa eslava, e o aumento da imigração das antigas repúblicas sovieticas. O retorno da liberdade religiosa na Rússia também permitiu um florescimento do islão.

Bulgária. Por 3 séculos (do século 15 ao século 18), a Bulgária foi ocupada pelo Império Otomano. Os Otomanos usavam da arma demográfica como ferramenta de dominação (de modo tão eficiente que até mesmo Maquiavel menciona isto no seu famoso livro, O Príncipe) promovendo a migração de turcos e uma massiva construção de mesquitas e madrassas, ao mesmo tempo em que tratavam os nativos búlgaros como dhimis, os cidadãos  de terceira classe como prescrito pela lei islâmica [2]. Essa herança justifica o percentual atual. A maior parte dos muçulmanos búlgaros são de origem turca, mas existe um grupo conhecido como os Pomak que são os muçulmanos de etnia búlgara (eslavos e brancos). A tendência de crescimento deve-se a maior taxa de natalidade entre a população muçulmana. Deve-se levar ainda em consideração a onda recente de imigrantes muçulmanos oriundos do Oriente Médio, com inclinações para o Wahabismo (a vertente islâmica da Arábia Saudita) ou outras vertentes extremistas. Existe ação de ONGs islâmicas para atrairem Pomaks para atividades de terrorismo (devido a sua aparência européia) [3]. A Bulgária também tem uma “fronteira porosa” com a Turquia (a Turquia permite que imigrantes, legais e ilegais, cruzem o seu território a caminho da Europa. Muitos destes imigrantes tem o interesse de buscarem refúgio na Europa Ocidental).

Geórgia. A história da Georgia é algo fascinante. Pode-se considerar um milagre que um país chamado Georgia exista hoje. Por exemplo, no século 8, os jihadistas árabes ocuparam a capital Tiblisi. No século 16 ela foi repartida entre os turcos otomanos e os persas safavidas, dois impérios muçulmanos. Apesar de emprobrecida, a população permaneceu cristã. O percentual de muçulmanos vem desta época.   

Os demais países da antiga cortina-de-ferro têm um percentual muito pequeno. Que eles se protejam. Contudo, lembre-se de que os muçulmanos (ortodoxos) tendem a se agruparem de modo a que eles possam impor o seu “modo de vida” (inclusive aos não-muçulmanos) nos arredores da área na qual eles se estabelecem e são maioria.

O segundo grupo é formado pelos países da antiga Iugoslávia. Os dados estatísticos são apresentados na Tabela 2 (apêndice) e na Figura 2. Chama-se a atenção o já alto número de muçulmanos na Albânia, Kosovo, Bósnia, Montenegro, Macedônia e Slovênia, e o menor número nos demais países. A explicação para este fato é histórica.


Figura 2 Crescimento populacional dos muçulmanos na antiga Iugoslávia

A maioria dos países da antiga Iugoslávia foi vítima do imperialismo turco-otomano dos séculos 14, 15, 16, 17, 18 e 19, que fez tremendo estrago sentido até hoje. E, lembre-se, a utilização da “arma demográfica” pelos otomanos foi tão eficiente que Maquiavel a usou como exemplo de como conquistar território. Lembre-se também que Maomé usou esta tática, de modo que usar a “jihad demográfica” é sunna, ou seja, um ato sagrado feito por Maomé, e que, deste modo, é um exemplo para ser seguido.

Neste grupo de países chama-se a atenção ao enclave islâmico da Albânia, e a Kosovo, este último o mais novo enclave islâmico, tornado possível graças à intervenção dos EUA e da OTAN em favor dos muçulmanos (atendendo a apelos dos sauditas), no final da década de 1990. Repare também que os países que não foram ocupados pelos Otomanos (a maior parte da Sérbia, a Slovenia e a Croácia) têm um percentual pequeno, porém crescente. Repare o rápido crescimento da população muçulmana na Macedônia, fronteira com a Albânia e com Kosovo.

Vamos falar um pouco sobre a Albânia. Até antes da ocupação da Albânia pelos turcos otomanos, a Albania era um país cristão. No começo do século 16, os turcos os turcos se apossaram da Albânia. Os turcos estabeleceram seu domínio sobre a Albânia justo quando o Renascimento começou a se desenrolar na Europa, de modo que, separado do contato e intercâmbio com a Europa Ocidental, a Albânia não teve a oportunidade de participar ou de se beneficiar das conquistas humanistas da época. Conquista da Albania pelos turcos otomanos também causou grande sofrimento e grande destruição da economia do país, no comércio, na arte e na cultura. Além disso, para escapar da perseguição imposta por seus conquistadores, cerca de um quarto da população do país, fugiu para o sul da Itália, Sicília, e para a costa da Dalmácia. Embora os turcos tenham governado a Albânia por mais de quatro séculos, eles não foram capazes de estender sua autoridade em todo o país. Nas regiões montanhosas, a autoridade turcas foi apenas uma soberania formal, pois os montanheses se recusaram a pagar impostos (jizia), servir no exército, ou entregar suas armas – muito embora eles tenham paga um tributo anual para Constantinopla (por algum tempo). Os albaneses se rebelaram, de tempos em tempos, contra a ocupação otomana. A fim de freiar os estragos causados pela resistência albanesa - que foi parcialmente motivada por sentimentos religiosos, a saber, a defesa da fé cristã - bem como para trazer a Albânia espiritualmente mais próxima da Turquia, os turcos otomanos iniciaram uma campanha sistemática, ao fim do século 16, com o intuito de islamizar a população. Esta campanha continuou durante o século seguinte, ao final do qual dois terços das pessoas haviam se convertido ao Islã. Uma das principais razões que levaram os albaneses a se tornarem muçulmanos foi para escapar à violência e a exploração turca, sendo um exemplo o imposto esmagador que os cristãos tinham que pagar caso eles se recusassem a se converter para o islamismo (jizia) [4].

As projeções do Pew Center mostram que em 2030, os muçulmanos vão tornar-se mais de 10% do total da população em 10 países europeus: Kosovo (93,5%), Albânia (83,2%), Bósnia-Herzegovina (42,7%), República da Macedónia (40,3%), Montenegro (21,5%), Bulgária (15,7%), Rússia (14,4%), Geórgia (11,5%), França (10,3%) e Bélgica (10,2%).

Permita-me encerrar repetindo algumas das palavras usadas em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?.

Algo que precisa ser dito é que não se sabe qual a incerteza associada aos dados estatísticos atuais e às projeções para 2030. Os números fornecem apenas uma fotografia da realidade, não se sabendo o quão acurados eles são: eles podem ser maiores ou menores. Será que as projeções levam em conta o maior número de nascimentos de muçulmanos do que de nativos europeus? (Maomé é o nome mais popular dentre os recém-nascidos na Inglaterra e País de Gales desde 2007) [4] Será que as projeções levam em conta o envelhecimento da população nativa européia?
A questão da taxa de natalidade é simples: os nativos europeus em média têm menos filhos que os muçulmanos. Além disso, existe a prática da poligamia islâmica que tem sido de certo modo incentivada através de assistência social, os casamentos entre homens muçulmanos e mulheres não-muçulmanas (os filhos destes enlaces são muçulmanos), bem como a questão dos casamentos entre mulheres muçulmanas e homens não-muçulmanos: tais casamentos acontecem apenas se o homem se converter para o islão.

Em segundo lugar, os percentuais podem parecer pequenos. Porém, os números de muçulmanos já é o bastante para que eles exijam que a sociedade européia aceite ou mesmo adapte os estilo de vida nativo ao estilo de vida dos muçulmanos. Como consequência, criam-se sociedades paralelas, e, cada vez mais, antagônicas. E para piorar, existe a complacência ou mesmo a cooperação por parte das elites européias que não fazem cerimônia em gerar mecanismos legais que protejam e incentivem as práticas islâmicas antagônicas. Em alguns países o número de muçulmanos já é suficiente para decidir uma eleição.


Referências

[1] The Future of the Global Muslim Population, Projections for 2010-2030. The Pew Forum on religion and public life, Pew Research Center, 2011.

[2] The Bulgarian people under the rule of the Ottoman Empire 15th-l8th CC, History of Bulgaria, Embassy of the Republic of Bulgaria, visitado em janeiro de 2013.


[3] WikiLeaks: Islam and Islamic Extremism in Bulgaria, Sofia News Agency, julho 2011.


APÊNDICE

Tabela 1 Crescimento populacional dos muçulmanos na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas
Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas

Em 1990

Em 2010

Projeção para 2030
Bulgária
13.1%
13.4%
15.7%
Rússia
9.2%
11.7%
14.4%
Geórgia
11.4%
10.5%
11.5%
Ucrânia
0.2%
0.9%
1.0%
Moldova
0.1%
0.4%
0.4%
România
0.2%
0.3%
0.4%
Hungria
0.2%
0.3%
0.3%
Belorússia
0.1%
0.2%
0.2%
Polônia
menos que 0.1%
0.1%
0.1%
Eslovaquia
menos que 0.1%
0.1
0.1%
Lituânia
0.1%
0.1%
0.2%
Estônia
0.1%
0.1%
0.6%
Letônia
0.1%
0.1%
0.1%
República Tcheca
menos que 0.1%
menos que 0.1%
menos que 0.1%



Tabela 2 Crescimento populacional dos muçulmanos na antiga Iugoslávia

Antiga Iugoslávia
Em 1990
Em 2010
Projeção para 2030
Kosovo
87.8%
91.7%
93.5%
Albânia
70.0%
82.1%
83.2%
Bósnia-Herzegovina
42.8%
41.6%
42.7%
Macedônia
23.1%
34.9%
40.3%
Montenegro
16%
18.5%
21.5%
Sérbia
5.6%
3.7%
5.1%
Slovenia
1.5%
2.4%
2.4%
Croácia
1.2%
1.3%
1.3%






Avanço demográfico do islamismo nas Américas



Iremos aqui apresentar, de modo bastante resumido, dados demográficos relativos ao crescimento do islamismo em alguns países no continente americano, conforme o Pew Center [1].  Dados sobre a Europa são apresentados e discutidos em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?, e em Avanço demográfico do islamismo na Europa Oriental e antigas repúblicas soviéticas.

Um comentário geral é a presença de um número já significativo de muçulmanos no Suriname e na Guiana (ambos fronteiras com o Brasil), e em Trinidad e Tobago. Veja também o rápido crescimento no Canadá. Nos EUA, o crescimento é de certo modo compensado pela taxa de natalidade dos conservadores (mais religiosos) e dos latinos, bem como por uma imigração mais universal (ao contrário da Europa Ocidental, cujos maiores contingentes migratórios são do Norte da África e Oriente Médio).

Os dados do Pew Center para o Brasil parecem contradizerem o de outras fontes. Por exemplo, o Pew Center estima que existiam 250 mil muçulmanos no Brasil em 2010. Já o Censo do IBGE diz existirem 35.167 muçulmanos em 2010 [2]. Porém, a Federação Islâmica Brasileira diz que existem cerca de 1,5 milhão de muçulmanos no Brasil (comentário: é uma característica dos imãs e líderes islâmicos incharem o número de muçulmanos como uma mostra de força: puro supremacismo islâmico).   


Figura 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos em alguns países da América

Tabela 1 - Crescimento populacional dos muçulmanos em alguns países da América


1990
2010
Projeção para 2030
Suriname
14%
15.9%
15.9%
Guiana
9.2%
7.2%
7.2%
Trinidade e Tobago
5.9%
5.8%
5.8%
Canadá
1.1%
2.8%
6.6%
Argentina
1.4%
2.5%
2.6%
Estados Unidos
0.6%
0.8%
1.7%
Brasil
0.1%
0.1%
0.1%

Canadá. O número de muçulmanos no Canadá deve quase triplicar nos próximos 20 anos, de cerca de 940.000 em 2010, para quase 2,7 milhões em 2030. Os muçulmanos deverão ser 6,6% da população total do Canadá em 2030, acima dos 2,8% de hoje.

A Argentina é um exemplo de que terrorismo islâmico pode acontecer mesmo com uma pequena população islâmica, por exemplo, o atentado ao Centro Judeu de Buenos Aires, em 1994, que matou 84 pessoas [3]. Existiam cerca de 1 milhão de muçulmanos em 2010 na Argentina.

Estados Unidos. O crescimento populacional de muçulmanos nos EUA pode ser maior do que o previsto:
  • Crianças com menos de 15 anos de idade compõem uma parcela relativamente pequena da população muçulmana dos EUA hoje. Apenas 13,1% dos muçulmanos são da faixa etária 0-14. Isso reflete o fato de que uma grande proporção de muçulmanos nos EUA são imigrantes mais recentes, que chegaram como adultos. Mas por volta de 2030, espera-se que muitos desses imigrantes façam famílias. Se as tendências atuais continuarem, o número de muçulmanos nos EUA vai mais que triplicar em menos de 15 anos, de menos de 500 mil em 2010 para 1.800.000 em 2030. É esperado um aumento do número de crianças muçulmanas de 0-4 anos de menos de 200 mil em 2010 para mais de 650.000 em 2030.
  • Cerca de dois terços dos muçulmanos nos EUA hoje (64,5%) são imigrantes de primeira geração (nascidos no exterior), enquanto pouco mais de um terço (35,5%) nasceram nos EUA. Em 2030, no entanto, mais de quatro em 10 dos muçulmanos nos EUA (44,9%) deverão ser nativos.
  • Segundo a organização US Religious Census, a população islâmica nos Estados Unidos aumentou 66.75% em 10 anos, de 1.559.294 no ano 2000 para 2.600.082 em 2010.
  • Na verdade, ninguém sabe ao certo quantos imigrantes muçulmanos vivem atualmente nos EUA. Um relatório recente do Diretor do Comitê de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais, Senador Joe Lieberman (ID-CT) e um de seus membros, a senadora Susan Collins (R-ME), mostrou que dos 12 milhões de imigrantes ilegais que entraram nos EUA, a metade entrou legalmente mas acabou ficando além da data limite do visto. Muitos dos que fizeram isso são oriundos de países islâmicos. Dentro deste caso incluiem-se cinco dos 9 sequestradores dos ataques em setembro de 2001 (9/11), bem como 36 dentre os 400 que foram condenados por ação de terrorismo desde setembro de 2001 [4].
  • Os muçulmanos continuam a entrar maciçamente nos EUA para ocuparem posições de médicos, engenheiros e cientistas, que se tornam disponíveis devido a uma população em envelhecimento. Outros chegam nos EUA para trabalhar em tarefas que os trabalhadores americanos não desejam mais, tais como, em fábricas de processamento de comida, instalações ligadas à agricultura, e telecomunicações. Além dos muçulmanos que entram nos EUA com visto de emprego, milhares entram em universidades e escolas técnicas ao redor do país. Outros entram nos EUA dentro de programas de “visto de diversidade” para enriquecerem a composição racial dos EUA. Em 1992, quase 50 mil muçulmanos chegaram aos EUA e receberam visto de permanência. Em 2009, este número aumentou para 115 mil [5].
  • Além dos imigrantes muçulmanos, legais e ilegais, 80 mil refugiados entram anualmente nos EUA, sendo que 75 mil são orindos de países islâmicos [6].
  •  Enquanto que a outrora igreja cristã militante dos EUA torna-se defunta, os EUA assistem o surgimento da mesquita militante. Os muçulmanos, ao contrário das principais denominações cristãs, são fervorosos nas suas crenças e dispostos a espalhar a sua fé. O islamismo, atualmente, é a religião que mais cresce nos EUA com trabalhos de conversão nas universidades e colégios técnicos, nas prisões, e dentro das forças armadas [1].
  • O islamismo oferece o oposto do secularismo dos EUA. Ele oferece aos EUA uma volta aos “valores tradicionais” do país, com uma vingança. A maioria esmagadora dos muçulmanos se opõem ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eles clamam por limites aos direitos das mulheres e um retorno à “lei e ordem” (como ordenado pela sharia). Eles são empreendedores, trabalham duro e são devotados às suas famílias. Ao contrário dos líderes políticos dos EUA, os muçulmanos não reconhecem legitimidade nenhuma das as outras crenças. A religião deles, conforme Bernard Lewis, divide o mundo em duas partes: a Casa do Islã (dar al-Islam), onde os muçulmanos mandam e a lei do islã prevalece, e a Casa da Guerra (dar al Harb), que engloba o resto do mundo. "Entre estes dois mundos," escreve Lewis, "existe uma obrigatoriedade moral, legal e religiosa de um estado de guerra, até o triunfo final do islã sobre a descrença."[7]
  • A crença que os EUA possam ser transformados em um estado islâmico foi expressa primeiramente por um pequeno grupo de missionários muçulmanos em 1922, que declararam para uma reunião de negros na cidade de Syracuse, New York: "Nosso plano é: nós vamos conquistar os EUA."[8] Noventa anos depois, estas palavras não parecem audaciosas, mas sim proféticas. A transformação dos EUA em uma nação islâmica, dizem os estudiosos islâmicos, é uma questão de destino. O futuro dos EUA, segundo estes estudiosos, está escrito – e o que está escrito nenhum homem mortal pode alterar ou apagar. 
Permita-me encerrar repetindo algumas das palavras usadas em Islamização da Europa. Pode o mesmo acontecer no Brasil?.

Algo que precisa ser dito é que não se sabe qual a incerteza associada aos dados estatísticos atuais e às projeções para 2030. Os números fornecem apenas uma fotografia da realidade, não se sabendo o quão acurados eles são: eles podem ser maiores ou menores. Será que as projeções levam em conta o maior número de nascimentos de muçulmanos do que de nativos europeus? (Maomé é o nome mais popular dentre os recém-nascidos na Inglaterra e País de Gales desde 2007) [9] Será que as projeções levam em conta o envelhecimento da população nativa européia?
A questão da taxa de natalidade é simples: os nativos europeus em média têm menos filhos que os muçulmanos. Além disso, existe a prática da poligamia islâmica que tem sido de certo modo incentivada através de assistência social, os casamentos entre homens muçulmanos e mulheres não-muçulmanas (os filhos destes enlaces são muçulmanos), bem como a questão dos casamentos entre mulheres muçulmanas e homens não-muçulmanos: tais casamentos acontecem apenas se o homem se converter para o islão.

Em segundo lugar, os percentuais podem parecer pequenos. Porém, os números de muçulmanos já é o bastante para que eles exijam que a sociedade européia aceite ou mesmo adapte os estilo de vida nativo ao estilo de vida dos muçulmanos. Como consequência, criam-se sociedades paralelas, e, cada vez mais, antagônicas. E para piorar, existe a complacência ou mesmo a cooperação por parte das elites européias que não fazem cerimônia em gerar mecanismos legais que protejam e incentivem as práticas islâmicas antagônicas. Em alguns países o número de muçulmanos já é suficiente para influir decididamente uma eleição.

Referências

[1] The Future of the Global Muslim Population, Projections for 2010-2030. The Pew Forum on religion and public life, Pew Research Center, 2011.

[2] População muçulmana cresce 29% em 10 anos no Brasil, OperaMundi, setembro de 2012.




[5] A Demographic Portrait of American Muslims, Pew Research Center, August, 2010.

[6] Presidential Memorandum – Refugee Admissions, The White House, Press Release, October 8, 2010,

[7] The Political Language of Islam, Bernard Lewis, Chicago: The University of Chicago Press, 1988, p. 73.

[8] Militant Islam Reaches America, Daniel Pipes, New York: W. W. Norton & Company, 2003, p. 113.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O islão no Brasil tem os negros como alvo


Veja este video, de 2010, da France 24, um canal internacional de notícias, sobre o crescimento do islamismo nas favelas de São Paulo. Ele chama a atenção a alguns fatos.

  1. A ênfase em penetrar o islão junto aos setores mais carentes da sociedade.
  2. Atenção particular em atrair os negros com fatos históricos distorcidos.
  3. O anti-semitismo permeado dentro da mensagem.  

Distorcer a história é um traço característico do islamismo. O "samba do crioulo doido" neste caso é querer insinuar que o escravos negros trazidos da África para o Brasil eram muçulmanos, quando na verdade eles eram animistas. Este fato é comprovado pelo fato do sincretismo religioso ter resultado no Candomblé e na Ubanda, onde existe um verdadeiro panteão de deuses. Outro fato a ser salientado é que os muçulmanos na África eram os escravizadores dos negros, e não os seus escravos. Porém, como discutido em outro artigo, os muçulmanos podem mentir se isto ajuda a propagação do islã, neste caso, para ganhar adeptos juntos aos negros no Brasil eles inventam histórias de luta pela liberdade contra a escravidão (mas claro, sem nunca mencionar que Maomé foi um mercador de escravos).

Um fato semelhante acontece nos EUA, onde o grupo negro A Nação do Islã também joga o mesmo jogo (algumas vezes inclusive afirmando que foram muçulmanos que descobriram as Américas).

E veja também durante o filme, a letra do "rap" dizendo que os negros são mortos pelos sionistas: o islã é anti-judeu até o talo. É quase um passa-tempo entre os muçulmanos o de culpar os judeus por toda e qualquer mazela que eles se metem, como justificativa para a própria incompetência.


Texto do Vídeo [em vermelho são alguns comentários]

Eles são brasileiros, e eles são negros.

O islão não faz parte das suas famílias.
Todos se converteram meses ou anos atrás.

Ao abraçar o islão, eles acreditam terem encontrado solução para os problemas das favelas, incluindo drogas.

"Nos países islâmicos, não existe problema relacionado a droga como no Brasil ou na Europa."
[esta frase me faz lembrar o presidente do Irã dizendo que "no Irã não existem gays" ... assim que descobertos, eles são logo mortos]

"Eu não digo que a comunidade muçulmana não tem problemas,"

"mas estes problemas não causam a morte de tantos adolecentes ou de afro-descendentes, de tanta população de baixa renda."
[claro que descontando os apedrejamentos, enforcamentos, e a perseguição dos não-muçulmanos que ousam rejeitar o islã e o seu profeta, conforme o Alcorão 8:39]

Nos arredores de São Paulo, afetado por desemprego e crime,

"hip-hop" apresentou-os ao islão.

"Rap" já tinha colocado aspirações afro-brasileiras na música,

agora é uma ferramenta para a conversão.

[repare como termina a letra do "rap" ... são os sionistas a matar os negros ... o islão é anti-semita até o talo ... tudo isso porque para Maomé exterminar as 5 tribos judáicas de Medina, ele precisou de "revelações de Alá" para justificar o genocídio, o que consolidou o anti-semitismo no Alcorão para sempre]

Rejeitados pela sociedade, eles aprendem sobre escravos muçulmanos rebelando-se no passado do Brasil.
[escravos muçulmanos? como se os muçulmanos eram os mercadores de escravos na África? Os escravos eram animistas]

Eles se identificam com o islão e o "rap" faz com que eles se sintam dentro de uma comunidade.

"No "rap" nós temos liberdade para usar linguajar do dia-a-dia alcançar aqueles que precisam do islão."

"Nós precisamos dizer não às drogas, não a guerra contra os "nossos irmãos",

"e ser capaz de manter sua cabeça erguida frente a polícia, sem dever nada."

Alguns como Malik sonham com o Brasil se tornando um país islâmico,

onde álcool e carne de porco são banidos,

e as pessoas não olham para as mulheres em véus.
[nos países islâmicos, os homens olham para as mulheres sem véu ... elas têm que se cobrir com véus para se protegerem do homens islâmicos]

"O islão está crescendo muito rápido no Brasil."

"Nós vemos muitas pessoas se convertendo para o islão."

"Olhando para o islão para sabedoria e conhecimento religioso."

"Eu não vejo obstáculo à nossa frente."

"Não é fantasia acreditar que o Brasil vai se tornar um país islâmico nas próximas décadas."
[Lembre-se disso: o objetivo do islão é em se propragar. Como? Através da implementação da lei islâmica (sharia) em todo o mundo. E é dever de todo muçulmano lutar (jihad) para que isto aconteça. Ou seja, é um "dever religioso" de todo o crente muçulmano lutar pela "implementação do islão político" através da sharia.]

Não existe estatística oficial sobre quantos muçulmanos vivem no Brasil,

mas o número de mesquitas e salas de oração mostram o progresso:

Em menos de uma década, elas cresceram 4 vezes.

Atualmente são mais de 100 (cem).
[mas quem está financiando a construção de tantas mesquitas no Brasil, em tão curto espaço de tempo? Doações oriundas dos países árabes que promovem a expansão do Wahabismo]

(leitura adicional: exemplos da islamização do Brasil)