terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O dia de hoje na História da Jihad Islâmica


José Atento

Estou compilando uma lista de eventos históricos ligados à Jihad e a Contra-Jihad ao longo dos 1400+ anos de história islâmica, desde a narrativa islâmica da vida de Maomé, o posterior começo dos registros históricos relativos ao islão, décadas mais tarde, até os dias de hoje.

Este é um trabalho em andamento, e as entradas neste artigo estarão sendo atualizadas contínuamente.

Janeiro
Janeiro foi mês marcado por vários assassinatos a mando de Maomé. Eles incluem o assassinato de Asma bint Marwan (ano 624),  e Abdullah bin Khatal, Fartana, Quraybah, Huwayrith ibn Nafidh, Ka'b ibn Zuhayr ibn Abi Sulama, Al-Harith bin al-Talatil, Abdullah ibn Zib'ari, e Hubayrah (estes últimos no ano 630, durante ou depois a conquista de Meca). Leia detalhes em Maomé Assassino.

2 de janeiro
- 1492: A Rendição de Granada põe um fim à ocupação árabe da Península Ibérica.
Nesta data, Muhammad XII (também conhecido como Boadbil), o último sultão de Granada, o último reduto árabe na Espanha, se rendeu ao rei Fernando II e Isabel I.

A Rendição de Granada, por Francisco Pradilla Ortiz (1882)



17 de janeiro
- 1287: O Rei Alfonso III, de Aragon, continua o passo da Reconquista, invadindo a Ilha de Minorca, parte das Ilhas Baleares, no Mediterrâneo .

26 de janeiro
- 1565: Batalha de Talikota. Mais um evento da conquista militar islâmica contra a Índia e a civilização Hindú. Nesta batalha, uma coligação invasora islâmica, constituida pelos Sultanatos do Decão (Bijapur, Golkonda, Ahmadnagar, Bidar, e Berar), derrotou as tropas do Império Vijayanagara (Reino de Bisnaga nos antigos relatos portugueses). A  batalha foi decisiva para desmantelar o império Vijayanagara. O Império Vijayanagara era o último centro de cultura hindú que restava. Após a batalha, a cidade capital de Vijayanagar foi capturada, destruída durante um período de cinco meses, e nunca reocupada. A batalha também permitiu a penetração muçulmana definitiva na Índia, que durou até o final do século 18. A conquista islâmica da Índia (região que incluia os atuais Paquistão e Bangladesh) foi o evento mais sangrento e brutal da história.

Templo Virupaksha nas ruinas da capital de Vijayanagar (esquerda) e os Sultanatos do Decão e o Império de Vijayanagara (direita)

27 de janeiro
- 661: O Califado Rashidun termina, com a morte de Ali. O Califado Rashidun, liderado por quatro companheiros de Maomé (os "Califas bem orientados"), foi, na época, o maior império da história. Ele foi sucedido pelo Califado Omíada. Tal como os hunos e os mongóis, o Califado Rashidun, é um exemplo de tribos em conflito que são juntadas pela força, e se lançam em uma campanha de pilhagem e estupro, associada a uma rápida expansão territorial.


28 de janeiro
- 1099: A Primeira Cruzada, como as demais, foram uma reação européia aos 400 anos de jihad islâmica iniciados por Maomé. Este dia marca o sítio de Hosn-el-Akrad, Síria, pelo cruzados. Este seria o local do famoso castelo Krak dos Cavaleiros (Krak des Chevaliers) construido anos mais tarde pela Ordem dos Hospitalários.

Krak des Chevaliers

Fevereiro
Neste mês, no ano de 624, Maomé mandou assassinar Abu Afak (ler detalhes em Maomé Assassino)

9 de fevereiro:
- 1404: Nascimento de Constantino XI Dragases Palailogos, o último imperador bizantino. Ele lutou toda a sua vida para salvar o Império milenar, morrendo em uma sexta-feira fatídica, lutando contra os ursurpadores do Oriente. Devemos aos bizantinos, e sua resistência valente, a propagação das idéias de Sócrates, Platão, Aristóteles, Ésquilo, Arquimedes, Homero, Eurípides, e Solon para a Europa.

10 de fevereiro
- 1098: O Príncipe Fakhr al-Mulk Radwan, de Alepo, é derrotado pela Primeira Cruzada em Antioquia. A várias facções muçulmanas se dispersaram antes da batalha, já que elas estavam envolvidas em um luta fraticida (o que é uma característica da Casa do Islão - Dar al Harb até os dias de hoje). 

- 1258: O Saque de Bagdá marca o término do Califado Abássida e da Ordem dos Assassinos.
Hulago Khan era neto de Genghis Khan, e foi criador do Ilcanato Mongól, centrado na Pérsia, e subordinado ao Grande Khan. Ele tinha ao seu dispor um exército de 100 mil homens. A caminho de Bagdá, ele atacou a Alamut, a fortaleza que servia de sede da Ordem dos Assassinos, destruindo-a. A Ordem dos Assassinos, de vertente xiíta, foi a a primeira organização terrorista internacional do mundo. Mais tarde, Hulago Khan arrasou Bagdá, destruindo o Califado Abássida e executando o seu último Califa, al-Mustasim. O Califado Abássida era o centro do islamismo desde o ano 750.

11 de fevereiro
- 1855: Kassa Hailu é coroado Tewodros II, imperador da Etiópia, por Abuna Salama III, em uma cerimônia na igreja de Derasge Maryam. Os etíopes resistiram, com muito sucesso, por séculos, a serem conquistados, primeiro eles resistiram as ondas de invasores muçulmanos, e mais tarde eles resistiram ao colonialismo europeu.

21 de fevereiro
- 1543:  Batalha de Wayna Daga, Etiópia (leste do Lago Tana).  Vasco de Gama, historicamente conhecido como o maior explorador de Portugal, não só descobriu a rota marítima para a Índia através do sul da África, mas também defendeu os cristãos etíopes negros quando confrontados com as forças do genocídio islâmico. Liderados pelo imperador etíope Galaldewos, um exército combinado de tropas etíopes (8.500 homens) e portuguesas (70 mosqueteiros e 60 cavalaria) derrotou o exército muçulmano turco-somaliano (15.400 homens) liderado pelo Imame Ahmad ibn Ibrihim al-Ghazi, do Sultanato de Adal (Somália). A tradição afirma que Ahmad foi morto por um mosqueteiro português, que tinha penetrado sozinho as linhas muçulmanas. Assim que seus soldados souberam da morte do Imame, eles fugiram do campo de batalha. Os somalianos sobreviventes foram forçados a retirar-se da Etiópia. Vasco da Gama e seu segundo filho Cristóvão, que havia morrido em uma batalha anterior (Batalha de Ofla), entenderam que o Islão é uma religião de guerra constante. Vasco da Gama não participou desta batalha.

Yagbea Sion batalhando contra o Sultão de Ada, "Le Livre des Merveilles", Marie-Therese Gousset, século XV

Março
Neste mês, Maomé mandou assassinar Al Nadr ibn al-Harith (ano 624). Leia detalhes em Maomé Assassino.

3 de março
- 1878: A Bulgaria foi libertada dos Turcos-Otomanos (Paz de Santo Estéfano), como consequência da guerra entre a Rússia e a Turquia.
    A Bulgária foi ocupada pelos otomanos por quase 500 anos! Após a conquista otomana, e durante os 500 anos de ocupação, todas as principais cidades-pólos de cultura búlgara foram destruídas, a maioria dos trabalhos escritos foram perdidos e os clérigos educados que sobreviveram fugiram para outros países eslavos.
    A cultura búlgara entrou em um longo período de estagnação, durante o qual a Bulgária isolou-se de muitos dos processos que ocorrem no resto da Europa. A população búlgara definhou durante a ocupação turco-otomana. Quando conquistada, no século XV, a população da Bulgária era equivalente a população da Inglaterra. Quando da sua independência 5 séculos depois, a população búlgara era apenas equivalente à da cidade de Londres.
    O extermínio da população foi de tal forma que, em 1878, não havia nenhum remanescente da nobreza búlgara para ser coroado rei. Assim, os búlgaros tiveram que pedir a um austro-germânico da Casa de Saxe Coburg Gotha, o então Príncipe Ferdinando, que aceitasse ser o rei da Bulgária, tornando-se Ferdinando I da Bulgária.
    A condição de devshirme foi dramáticamente aplicada sobre os Búlgaros. Durante a ocupação dos otomanos, a terra era propriedade do Califa e distribuida entre os nobres. Enquanto isso, os búlgaros tinham que pagar regularmente vários tipos de impostos, incluindo o dízimo ("yushur"), um imposto de capitação (jizyah), um imposto sobre a terra ("ispench"), uma taxa sobre comércio, e também vários outros impostos cobrados irregularmente , produtos e corvées ("avariz").
    Com a perda da Bulgária, o Império Otomano perdeu uma fonte de riqueza em termos de tributos, mulheres para servirem nos haréms, e de meninos, convertidos à força para servirem na tropa de elite do Califa (os janízaros), processo este conhecido como "devshirme."

- 1924: Abolição do Califado Turco-Otomano. O Califado (turco-otomano), que foi mantido pelos sultões otomanos desde 1517, foi abolido, juntamente com todos os vestígios da Lei Islâmica (O seu poder dentro Turquia foi transferido para a Assembleia Nacional e o título tem estado desde inativo, muito embora a República Turca ainda mantenha o direito de restabelecer o califado). Pela lei de 3 de Março de 1924, o último sultão otomano, o último califa, e todos os membros das suas famílias imperiais tiveram suas cidadanias revogadas, foram exilados para sempre da nova República e seus descendentes proibidos de sempre colocar o pé no seu território. A mesma lei também nacionalizou todas as propriedades da coroa imperial, sem compensação.

O último califa, Abdulmecid II

4 de março
- 1218: Destruição do Império Corásmio por Genghis Khan. O recém-criado Império Mongol fazia fronteira oeste com o Império Corásmio (Khwarezm). O Império Corásmio tinha governo islâmico sunita e etnicidade turcomana (povos turcos), e cobria uma região um pouco maior do que o Irã de atualmente. Em 1218, Genghis Khan desejava fazer comércio com eles e enviou emissários, que foram executados. Após outras tentativas, e novas execuções de seus emissários, Genghis Khan organizou um exército de 200 mil, e começou uma campanha em 1220, que culminou na destruição total do Império Corásmio para sempre. 
Mas a questão do islão não é militar, e sim cultural e política. Ao se estabelecerem na região, que mais tarde se tornaria em um Canato Mongól, muitos mongóis acabaram se convertendo ao islamismo.
https://youtu.be/3ZL2Km1RKGc OK

11 de março
- 638: Morte de Sofrônio, o último antigo Patriarca de Jerusalém, considerado santo, tanto por católicos quanto por ortodoxos. Foi ele quem viu toda a Palestina ser invadida pelos muçulmanos sarracenos, sob o comando do califa Umar. Santo Sofrônio, e seu rebanho, viveu um cerco em Jerusalém, pelos muçulmanos, que durou mais de seis meses. Desgastado pela fome, os cristãos finalmente concordaram em abrir as portas da cidade, em 637, com a condição de que o inimigo poupasse os lugares santos. Mas esta condição não foi cumprida, e Santo Sofrônio morreu de tristeza alguns meses depois, devido a profanação dos lugares sagrados cristãos. Ele ainda conseguiu contrabandear a Cruz Verdadeira e outras relíquias para Constantinopla, salvando-as.

Existe um relato apócrifo interessante que diz que o califa Umar foi convidado por Sofrônio para rezar dentro da Igreja do Santo Sepulcro, mas o califa se recusou dizendo que se ele fizesse isso, seria o mesmo que o islão tomasse a posse. Contudo, esta igreja ficou sob a posse efetiva dos muçulmanos já que a sua chave foi dada a um dos comandantes muçulmanos, posteriormente repassado a uma família muçulmana que se mudou para Jerusalém, com a missão de abrir a Igreja todos os dias. Curiosamente, esta "tradição" perdura até hoje.

Patriarca Sifrônio de Jerusalém

11 de março
- 859: Decapitação de Eulógio de Córdoba, Bispo espanhol e mártir cristão. Ele foi decapitado em Toledo, durante a perseguição muçulmana, que durou de 850 até 960. Ele viveu durante os reinados dos emires de Córdoba Abderramão II e Maomé I. O motivo do degolamento: em 858, uma virgem chamada Leocrícia, de família nobre moura, se converteu ao cristianismo e procurou a proteção de Eulógio contra seus pais enfurecidos (que, claro, a queriam matar como apóstata). O sacerdote a escondeu entre seus amigos por um tempo, mas eventualmente acabou descoberto e condenado à morte. Ele foi decapitado em 11 de março de 859 e Santa Leocrícia, quatro dias depois em 15 de março de 859.
Santo Eulógio de Córdoba

23 de março
- 1940: A Liga Índia-Toda-Muçulmana (All India Muslim League) apela por uma pátria unicamente muçulmana. A Resolução Lahore (Qarardad-e-Paquistão ou o então Qarardad-e-Lahore) é apresentada na Convenção Geral Anual da All India Muslim League. Os muçulmanos indicam que desejam formar um país muçulmano apenas com muçulmanos, e não desejam compartilhar território algum com os hindús.

25 de março 
- 1821: Dia da Independência grega. A data marca o início da revolução contra os otomanos-turcos que ocuparam a Grécia desde 1453. A independência total foi obtida em 1829. A data coincide com a celebração da Igreja Ortodoxa Grega da Anunciação à Theotokos, quando o Arcanjo Gabriel apareceu a Maria e disse que ela daria à luz o filho de Deus.

A Grécia foi ocupada pelos Turcos-Otomanos por quase 400 anos. Neste período, a situação econômica da maioria dos gregos deteriorou fortemente. A vida tornou-se rural e militarizada. Fardos pesados de tributação foram colocados sobre a população cristã, e muitos gregos foram reduzidos à agricultura de subsistência que, durante eras anteriores, tinha sido fortemente desenvolvida e urbanizada. A ocupação da terra por parte dos senhores otomanos levou a população grega cristã a um estágio de servidão, o que levou ao despovoamento de grande parte das planícies para as montanhas para escapar da pobreza. O relevo acidentado das montanhas tornou difícil para os otomanos estabelecer qualquer presença militar ou administrativa por lá. A população grega decresceu como consequência dos massacres e da pobreza. A cultura e a educação grega diminuiu significativamente (com exceção da Igreja Ortodoxa, que foi um bastião de resistência).

O povo grego foi impiedosamente tributado pelo Império Otomano e este imposto incluíu o "tributo das crianças (devshirme)." Os otomanos exigiam que uma criança do sexo masculino em cinco, dentro de cada família cristã, fosse tirada da família e levada para o corpo de janízaros para treinamento militar no exército do sultão. Haviam muitas leis repressivas, e, ocasionalmente, o governo otomano cometia massacres contra a população civil. A palavra de um grego não tinha valor contra a palavra de um turco em um tribunal de direito. O termo rayah veio a denotar uma população inferior, cheias de impostos e socialmente desfavorecida. Mulheres eram forçadas a servirem de odaliscas nos haréns ou cabarés otomanos.


Abril
- 1289:  Queda de Trípoli. Neste mês, o penúltimo reduto dos Estados Cruzados, a cidade de Trípoli (no atual Líbano) foi conquistada, apos um cerco de 2 meses. O líder dos Mamelucos do Egito era o Sultão Qalawun. A população da cidade foi massacrada e aqueles que escaparam, foram escravizados, incluindo mulheres e crianças. Após conquistar Trípoli, o sultão mandou demolir esta magnífica cidade dos cruzados por temer que os cruzados pudessem voltar um dia. Os mamelucos eram demônios em forma humana! Eles destruíram o Levante e massacraram centenas de milhares de cristãos na Palestina e na Síria e levaram a região à idade da pedra. Trípoli esteve em poder dos francos desde 1109.
A Queda de Trípoli (pintura do século XIV)

6 de abril
- 1914 a 1923: Genocídio dos Gregos da Trácia Oriental. O dia 6 de abril é uma data na qual se recorda do Genocídio dos Gregos da Trácia Oriental, por parte dos turcos otomanos. A Trácia Oriental é a região européia da Turquia, que era predominantemente grega, mas os gregos foram exterminados de lá, aos gritos de Allahu Akbar. Os habitantes nativos, os gregos, foram expulsos pelos invasores. E ficou tudo por isso mesmo. O governo turco nunca admitiu qualquer genocídio.


9 de abril 
- 1336: nascimento de Tamerlão (Inglês, Tamerlane) ou Timur, o Coxo, um dos maiores psicopatas maníacos genocidas da história, na Ásia Central. Ele foi um conquistador turco e fundador da dinastia timúrida. Ele faleceu em 1405. Ele foi o governante mais poderoso do mundo muçulmano, no seu tempo, referindo-se a si mesmo como a "Espada do Islã". Ele foi o responsável pela destruição efetiva da Igreja Cristã em grande parte da Ásia. Sua ação militar e chacinas de populações inteiras deixou 19 milhões de mortos, o que totaliza cerca de 5% da população mundial da época!

Por exemplo, como resposta a uma rebelião na Pérsia, Timur nivelou cidades inteiras, usando o crânio dos seus habitantes para formar torres e pirâmides horripilantes.

Timur cresceu como ladrão de ovelhas, vivendo no Canato Chagati, um dos quatro reinos mongóis originários da fragmentação do grande império de Genghis Khan  (1162-1227). Ele se tornou o líder deste Canato, forjando para sí um parentesco com Genghis Khan, e adotando o título de Khan. Dentre as suas "façanhas" destacam-se os diversos saques ao Reino da Geórgia, a chacina das populações de Bagdá, Damasco e de Deli (Índia), o aprisionamento de populações como escravos e o despovoamento de regiões inteiras. Em um lado positivo, a sua rivalidade com sultão otomano Bayezid I, a quem chegou a capturar, serviu para diminuir a pressão turco-otomana sobre o Império Bizantino.

Após a sua morte, o seu império acaba se fraccionando. Ele é o tetra-avô de Babur, o futuro conquistador da Índia, e fundador do Império Mugal, que governou a Ásia Central de 1526 a 1857.

Imagem: O Império Timúrida quando da morte de Timur, em 1405. 
"Timur Empire" by Stuntelaar - via Wikimedia Commons

20 de abril
- 1483: Batalha de Lucena, Espanha. Neste batalha, os habitantes da cidade de Lucena rechaçam o ataque de um exército árabe composto por 700 caveleiros e 9 mil soldados, comandados por Boadbil (ver 2 de janeiro).

24 de abril
- 1915: esta data marca o início do Genocído dos Armênios.

28 de abril
- 1805: Primeira Guerra contra os Piratas da Barbárie (Piratas Bérberes).

29 de abril
- 711: Invasão Islâmica da Espanha.
No começo do século VIII, os exércitos da jihad islâmica invadiram o Reino Visigótico cristão da Península Ibérica, sob o comando de Tariq ibn Malik, um bérbere recém-converso. Os Visigodos tinha estabelecido um reino, que já durava quase dois séculos, cuja organização era baseada nas leis e cultura romana e princípios cristãos. O Reino Visigótico ficava a mais de 8 mil quilometros de distância de Meca. Os cristãos da Península Ibérica NUNCA fizeram nada contra os muçulmanos, Contudo, os exércitos da jihad islâmica caminharam pelo deserto do norte da África, 8 mil quilômetros, para invadirem a Península Ibérica. Na sua marcha, os exércitos da jihad islâmica mataram, pilharam, estupraram e escravizaram. Neste seu caminho eles converteram à força o maior número de homens possíveis, forçando-os a se juntarem ao exército da jihad. Lembre-se disso quando alguém te disser que a jihad é uma "guerra defensiva."
Foram precisos vários séculos de "sangue, suor e lágrimas" para que os invasores islâmicos fossem finalmente expulsos das terras que eles injustamente invadiram.

Desenvolvimento da Reconquista, ano a ano

9 de maio
1271: O Sítio de Trípoli termina com chegada da Nona Cruzada, liderada pelo Rei Eduardo I da Inglaterra, junto com reforços de Bohemond  e seu primo Rei Hugo do Chipre. A cidade de Trípoli (no atual Líbano) era um dos últimos redutos restantes dos Estados Cruzados. O Sítio de Trípoli foi feito pelo lider dos Mamelucos do Egito, Baibar, logo após ele ter conquistado a cidade de Antióquia. Baibar morreu alguns anos mais tarde, bebendo seu próprio veneno destinado a outra pessoa. Trípoli seria finalmente conquistada em 1289.

11 de maio
- 330: A cidade de Constantinopla torna-se a capital do Império Romano do Oriente (chamado mais tarde de Bizâncio pelo historiador alemão Hieronymus Wolf).

18 de maio
- 1565: Começo do Cerco da Ilha de Malta pelos turcos otomanos. A ilha era defendida por apenas mil cavaleiros da Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de São João de Jerusalém, rebatizados em 1530 como a Ordem de Malta. Os Cavaleiros Hospitalários haviam sido expulsos da sua base na Ilha de Rodes, em 1522, pelos turcos otomanos. Eles agora, enfrentavam os seus algozes. E, novamente, o líder dos Hopitalários era o Grão-Mestre La Valette. A força invasora do Sultão Solimão, o Magnífico, era composta por 200 navios e 40 mil soldados. A invasão apenas iria terminar em 11 de setembro do mesmo ano. quando uma frota espanhola ajudou a por fim ao cerco. Um terço da população de Malta morreu devido ao cerco. (wiki)

https://youtu.be/OOy_T0EpG34 OK

"El Sitio de Malta" - pintura de Egnazio Danti do século XVI (Museu do Vaticano)

19 de maio
- Esta data de 19 de maio marca a celebração do Genocídio dos Gregos Pontos, efetuado pelos turcos, iniciando-se no Império Otomano, passando pelos Jovens Turcos e terminando na Turquia, entre os anos de 1919 até 1923. Artigo externo.

29 de maio
- 1453: A Queda de Constantinopla. Esta data marca a conquista de Constantinopla pelos turcos-otomanos, na sua Jihad contra os Bizantinos. A conquista de Constantinopla deu aos turcos a posição estratégica que eles precisavam para invadir a Europa pelos Balcãs. Se a Europa pudesse ajudar os bizantinos e derrotar os turcos, teria-se bloqueado a invasão da jihad islâmica turca através dos Balcãs, evitando-se todos os problemas e traumas que esta região enfrenta ainda nos dias de hoje.  O imperador Bizantino, Constantino XI Palaeogus pediu ajuda ao Papa Nicolaus V, que não tinha tanta influência sobre os reis e príncipes da Europa como o imperador esperava. Inglaterra e França estavam tremendamente enfraquecidas como consequência da Guerra dos Cem Anos, enquanto a que Espanha ainda lutava pela Reconquista.

Depois de longas semanas de cerco e guerra terrestre, o exército otomano atravessou as impenetráveis muralhas de Constantinopla, ajudados pelos enormes canhões que podiam disparar bolas de 270 quilos, e com galeras que foram puxadas para o Chifre de Ouro sobre trilhos de madeira lubrificados. O jovem sultão Maomé II, então com 21 anos, conseguiu o que vários exércitos muçulmanos haviam tentado ao longo de mais de 700 anos: conquistar Constantinopla. A Queda de Constantinopla também marca o fim do Império Romano, e mais uma etapa no extermínio total dos armênios, gregos, e assírios da Anatólia (região ocupada pela Turquia de hoje).

A cidade foi saqueada  por três dias. Milhares de cristãos foram assassinados e estuprados, as igrejas seculares da cidade foram saqueadas, e seus altares foram despojados. A Catedral de Hagia Sofia foi transformada em uma mesquita rapidamente, e muitas outras igrejas seguiram o exemplo.

(leia mais em Jihad! A Queda de Constantinopla, 29 de maio de 1453)


9 de junho
- 721: Jihad Contra a França, Batalha de Aquitânia. Os muçulmanos do Califado Omíada invadem a França. Isso ocorreu 375 anos da Primeira Cruzada (e 1055 anos antes da Independência dos EUA e 1227 anos antes da criação do Estado de Israel). Os exército omíada cercou a cidade Francesa de Toulouse (o que leva a pergunta, o que eles estavam fazendo tão longe de casa?) durante 3 meses.  O Ducado da Aquitânia, sob a liderança do Duke Odo, liderando um exército formado por "romanos", bascos e francos, rompeu o sítio e derrotou o exército islâmico liderado por Al-Samh ibn Malik al-Khawlani, o então usurpador da recém-ocupada Espanha, que acabou morrendo na batalha.  Essa vitória não apenas rompeu o cerco de Toulouse, mas também bloqueou a primeira jihad islâmica contra a França por mais de uma década. Os Jihadistas voltariam a atacar a França em 732, ainda mais sedentos por sangue, pilhagem, e escravos. Leia mais sobre a Jihad contra a França neste link.


15 de julho
- 1099: Reconquista de Jerusalém. Nesta data, a Primeira Cruzada libertou Jerusalém da tirania dos Sarracenos.

25 de julho
- 1179: A Batalha de Ourique. O infante Afonso I de Portugal derrotou as forças conjuntas de 5 reis mouros do Califado Almorávida. O Califado Almorávida se extendia desde o centro-sul da Península Ibérica até a região compreendida pelo Senegal, Mauritânia e Mali. Com esta vitória, Afonso torna-se o primeiro rei de Portugal.


7 de agosto
- 1933: Massacre de Simeli (Iraque), "Dia dos Martires Assírios." Na conclusão da Primeira Guerra Mundial, a Alta Mesopotâmia havia sido prometida pelo governo britânico em troca do apoio dos lendários combatentes assírios. Mas os britânicos não cumpriram com a sua palabra. Em vez disso, eles exploraram as divisões étnicas e religiosas na região para seu próprio ganho - principalmente campos de petróleo e ferrovias - e recomendou que o Iraque fosse admitido na Liga das Nações. Após a criação do Reino do Iraque em 1932, os assírios se recusaram a assinar uma declaração de lealdade ao rei Faisal. E assim, em agosto de 1933, o novo governo iraquiano enviou o seu exército contra as comunidades assírias. O maior massacre ocorreu na aldeia de Simele. No relatório de sua testemunha ocular, Mar Eshai Shimun XXIII, o Patriarca Catholicos da Igreja Assíria do Oriente, relatou como "as mulheres foram estupradas e obrigadas a marcharem nuas diante dos comandantes iraquianos. Crianças foram atropeladas por carros militares.Mulheres grávidas foram penetradas por baionetes e crianças foram jogadas no ar e perfuradas quando em queda por baionetes. Os livros sagrados foram usados ​​para a queima dos massacrados." Após quatro dias de matança, mais de 3000 assírios foram massacrados. (uma referência externa)

"Logo após a retirada russa da Pérsia, e antes da chegada do exército de Mar Shimon, os assírios persas começarm a fugir  buscando a proteção dos americanos e dos franceses em Urmia. Mas eles foram interceptados pelos muçulmanos, que mataram centenas deles e levaram as suas mulheres como escravas."

12 de agosto
1687: Segunda Batalha de Mohács. Os invasores turco-otomanos que haviam ocupado a maior parte da Hungria por 150 anos são derrotados pelas forças do Império Habsburgo sob o comando de Carlos V, Duque da Lorena. Isto resultou na libertação da Hungria do jugo otomano. O sultão otomano era Mehmed (Maomé) IV, ao passo que o imperador austríaco era o Leopoldo I. Com a derrota o exército turco se rebelou a derrubou o sultão. Porém, o mais importante é que esta batalha indica a tendência da expulsão lenta dos invasores otomanos da Europa, algo que levaria mais de dois séculos para ocorrer. A Jihad dos turcos-otomanos contra a Europa Oriental foi implacável e as suas repercussões negativas se sentem até os dias de hoje. E cabe sempre a pergunta: se o islão é mesmo "da paz" porque motivo os turcos-otomanos insistiram em invadir a Europa com seus exércitos de jihadistas aos gritos de Allahu Akbar? 

A propósito, o exército otomano era formado por 80 mil homens, sendo 40 mil escravos mamelucos. A escravidão faz parte do islão. 

Este quadro de Wilhelm Camphausen mostra o encontro dos comandantes 
Ludwig Wilhelm e Carlos da Lorena após a Batalha de Mohács. 
Veja que um deles empunha um estandarte dos turcos-otomanos, 
com a Lua cresente do islão no topo. 

14 de agosto
- 1480: Decapitação dos 814 defensores de Otranto pelos turcos-otomanos. Após mais de um mês de sítio, o exército turco-otomano, que começava uma invasão da Itália, conquista a cidade de Otranto. Os defensores se recusam a se converter ao islamismo e são decapitados. (Zenith, Cleofas)


Uma lenda diz que o corpo degolado de Antônio Primaldo permaneceu ereto, apesar dos esforços em jogá-lo no chão, até que o último homem tivesse sido degolado 

15 a 20 de agosto
- 636: Batalha de Yarmouk, uma das mais importantes batalhas da história devido ao seu desfecho, que possibilitou o avanço da jihad islâmica sobre o Levante, o Egito e o norte da África. Um exaurido exército bizantino se defrontrou com as hordes islâmicas às margens do Rio Yarmouk, próximo ao Mar da Galiléia. Os bizantinos estavam exauridos após uma longa guerra contra os persas sassânidos, ao passo que os jihadistas islâmicos estavam com o moral elevado após terem exterminado império persa (igualmente exaurido) nos anos anteriores. O exército bizantino era liderado pelo próprio imperador Heráclius, enquanto que os jihadistas islâmicos eram comandados por Kalid ibn al-Walid, um psicopata assassino e companheiro de Maomé, conhecido pela alcunha de "A Espada de Alá."


15 de agosto
- 927: Muçulmanos sarracenos destroem a cidade de Taranto (sul da Itália).
Na Itália, os primeiros anos do século 9 foram caracterizados pelas lutas internas que enfraqueceram o poder dos Lombardos.
Os sarracenos assumiram o controle de Taranto, explorando o fraco controle Lombardo. Taranto tornou-se uma fortaleza árabe e um porto privilegiado por quarenta anos. Foi de Taranto que os navios carregados de prisioneiros navegaram para os portos árabes, onde os prisioneiros eram vendidos no mercado de escravos. Em 840, uma frota árabe deixou Taranto, derrotou no Golfo de Taranto uma frota veneziana de 60 navios, convocada pelo imperador bizantino Theophilus, e entrou no mar Adriático, saqueando as cidades costeiras.
Em 850, quatro colunas sarracenas partiram de Taranto e Bari para saquearem Campania, Apúlia, Calabria e Abruzos. Em 854, Taranto voltou a ser a base de uma invasão árabe, liderada por Abbas-ibn-Faid, que saqueou a província lombarda de Salerno. Duas frotas árabes chegaram a Taranto, em 871 e mais tarde, em 875, levando tropas que saquearam a Campania e as Apúrias. A situação do sul da Itália preocupou o imperador bizantino Basil I, que decidiu lutar contra os árabes e tirar o porto de Taranto deles.
Em 880, dois exércitos bizantinos, liderados pelos generais Prokopios e Leo Apostyppes, e uma frota comandada pelo almirante Nasar, conquistaram Taranto dos árabes, terminando um domínio de quarenta anos. Entre as primeiras ações tomadas por Apostyppes foi a deportação dos habitantes originais latinos e lonbardos e a importação de colonos gregos, a fim de aumentar a população. Taranto tornou-se uma das cidades mais importantes no tema (distrito bizantino) de Longobardia, a posse bizantina no sul da Itália. Em 882, os sarracenos, tendo sido convidados pelo duque Radelchis para ajudá-lo, o traíram e capturaram Taranto, ocupando-a por algum tempo.
A cidade sofreu de outras invasões sarracenas. Em 15 de agosto de 927, os sarracenos, liderados pelo eslavo Sabir, conquistaram e destruíram a cidade de Taranto, escravizando e deportando para a África do Norte todos os sobreviventes. Taranto permaneceu desabitada até a reconquista bizantina em 967.

18 de agosto
- 1487: Re-conquista de Málaga, Espanha. Nesta data, o Rei Frenando, de Aragão, após um cerco de 3 meses e meio, re-conquista a cidade de Málaga, pondo um fim à ocupação islâmica da região.

28 de agosto
- 846:  Muçulmanos saqueiam Roma!

Setembro
Neste mês, Maomé mandou assassinar as seguintes pessoas: Ka'b ibn Ashraf, Sunayna e Sallam ibn Abu'l-Huqayq (no ano 624). Leia detalhes em Maomé Assassino.

3 de setembro
- 1260: Batalha de Ain Jalut, Egito. Uma tropa de 100 mil mamelucos faz uma armadilha e destrói 10 mil mongóis, em um evento que marca o limite mais oeste do avanço mongól no Oriente Médio. Os mamelucos eram escravos não-muçulmanos, convertidos ao islão, que geralmente serviam a seus amos como pajens ou criados domésticos, e eventualmente foram usados como soldados pelos califas muçulmanos e pelo Império Otomano para os seus exércitos. Em algumas situações eles detiveram o poder, como o Sultanado Mameluco do Egito (que existiu entre 1250 a 1517), e foi uma dinastia afamada por sua tirania na região).

7 de setembro
- 1955:  Motins de Istanbul. Grupos organizados por órgãos do governo turco atacam pessoas e propriedade dos gregos em Istanbul (bem como o de outras minorias não muçulmans) sob um falso pretexto. Leia mais neste artigo.

9 de setembro
- 1922: Grande Incêndio de Smyrna. A população grega e armênia residente de Smyrna vê-se acuada pelo exército turco que incendia a cidade. o número estimado de mortos varia entre 10 mil a 100 mil, dependendo da fonte. Toda a população não-turca acabou morta ou expulsa da cidade, que se tornou únicamente turca e islâmica. (Documentário: https://youtu.be/O6PtPgTTDTw)

Os bairros cristãos de Smyrna em chamas

10 de setembro
- 1922: Massacre em Smyrna. Mustafa Kemal entrou em Smyrna (Izmir) no banco traseiro de um Mercedes-Bens 1911, em um comboio de cinco carros, que atravessou multidões celebrando na casa do governo. Ao mesmo tempo, nas ruas e distritos de Smyrna, mulheres e adolescentes estavam sendo estupradas, esfaqueadas ou perseguidas, vítimas das gangues. O comando turco não mostrou interesse em parar a desordem. Em Konak, as execuções militares de homens gregos e armênios estavam sendo conduzidas por enforcamento ou fuzilamento. E o massacre dos cristãos na cidade continuou. Um oficial britânico descreveu a seguinte cena em que um menino de 3 anos brincava ao lado do corpo da sua mãe que, mesmo morta, segurava um bebê que ainda estava vivo. Ele disse: "Um soldado turco apareceu na rua, e viu o menino, levantou o rifle e o executou. O menino caiu morto. O barulho evidentemente assustou o bebê, que começou a chorar. O turco também atirou no bebê e prosseguiu o seu caminho."
Fontes:
Smyrna: September 1922, L. Ureneck. http://amzn.to/2xjMvUW
Smyrna 1922, M. Housepian Dobkin. http://amzn.to/2xkfEPS



11 de setembro
- 1565: Fim do Grande Cerco de Malta, um dos cercos mais emblemáticos da história européia. Cerca de 6.000 soldados cristãos, da Ordem de São João (Hospitaleiros), compostos por malteses, italianos, espanhóis, franceses, alemães, gregos, e um único inglês, liderados pelo Grão-Mestre Jean Parisot de la Valette, resistiram a um cerco de quatro meses nas mãos de 48.000 turcos otomanos. Após 130.000 balas de canhão e a mortes de aproximadamente 35,000 turcos, os otomanos finalmente desistiram e abandonaram o cerco.

Lifting of the Siege of Malta by Charles-Philippe Larivière (1798–1876)
Hall of the CrusadesPalace of Versailles.

11 e 12 de setembro
- 1683: Batalha de Vienna. Vienna estava sob sítio, pela segunda vez, atacada pelo poderoso Império Turco-Otomano. Quando a resistência estava por um triz, veio o reforço do rei polonês Sobieski. Ele fez a maior carga de cavalaria da história aniquilando o exército otomano. Viena estava salva. Esta batalha marcou o começo do fim do Império Otomano, que só trouxe sofrimento para quem esteve sob o seu jugo.
Se Vienna tivesse caído, as portas da Alemanha, na época formada por pequenos reinos, ficaria escancarada para a Jihad turca. Que os Europeus recuperem a sua capacidade de luta e defendam as suas fronteiras, bem como se defendam dos seus inimigos internos.

Vídeo sobre este evento, com legendas em português em diversos canais:
https://vid.me/2bZVa ou https://youtu.be/O3y0wNA6IVk ou

Jan Sobieski enviando a mensagem de vitória para o Papa 
após a Batalha de Viena, Jan Matejko, 1882-1883

17 de setembro
- 642: Evacuação de Alexandria, Egito. Após um longo sítio, a população do Egito que se salvou dos saques, estrupro, escravidão e morte cometidos pelos invasores árabes muçulmanos, refugiando-se em Alexandria, é resgatada e evacuada pela marinha bizantina.

29 de setembro
- 642: Alexandria se rende aos invasores árabes muçulmanos. Alexandria, a pérola do Império Bizantino (Império Romano do Oriente) rende-se aos invasores árabes muçulmanos, que tinham passado os 3 últimos anos pilhando e matando o povo egípcio. Os mil anos de história e cultura grega da Alexandria, desde a sua fundação por Alexandre, o Grande, chegaram ao fim. Os novos donos de Alexandria eram agora árabes analfabetos. A era de controle árabe de Alexandria perdura até os dias de hoje.

7 de outubro
- 1571: Batalha de Lepanto. A batalha de Lepanto, entre reinos cristãos e os turcos foi a maior batalha naval no Mediterrâneo, depois da batalha de Actium em 31 Antes de Cristo. A batalha teve como objetivo impedir a progressão dos Turcos Otomanos. Veneza recorreu ao Papa, para que tentasse organizar uma aliança com o objetivo de impedir a progressão de um poder otomano que acabaria por ser negativo para todos os países. O Papa iniciou então uma série de contatos com os países cristãos da Europa, formando uma Liga Sagrada envolvendo também a Espanha do Rei Felipe II. Depois de várias movimentações, a frota dirige-se para oriente para enfrentar os turcos e as as duas frotas enfrentam-se na manhã do dia 7 de outubro. A Batalha de Lepanto, foi a mais memorável vitória militar de Veneza, e o dia passou a ser feriado nacional. Leia mais neste link. (Ver vídeo abaixo)


10 de outubro
- 680: Batalha de Karbala. Al-Hussein (Husayn), um descedente de Maomé (por parte de sua filha Fatima), e seus seguidores, foram mortos e decapitados, em Karbala, após confronto contra exército do califa omíada Yazid I, durante a sua migração de Meca para Kufa. Hussein era um pretendente ao posto de Califa e não reconhecia o então califa Yazid. Este evento foi mais um divisor de água entre os sunitas e os xiítas, e é celebrado pelos xiítas na festa da Ashura (quando eles se cortam com facas ou se chicoteiam até se ferir e sangrar). A festa em sí é geralmente celebrada em outra data.

 
Festa da Ashura, celebração do "martírio de Hussein"

11 de outrubro
- 732: Batalha de Tours.

14 de outubro
- 1529:  O Primeiro Cerco de Viena. O exército da jihad turco-otomana ataca a cidade de Viena, capital do Sacro Império Romano.

https://youtu.be/PB44P5TDAt4 OK
Um documentário sobre o primeiro ataque dos Otomanos a Viena

Converta ou morra! 

30 de outubro
- 637: Rendição de Antióquia. Após terem conquistado Jerusalém, o exército muçulmano, sob o comando de Kahlid ibn Walid (a "espada de Alá"), derrotou um exército do Império Romano do Oriente (Império Bizantino) na Batalha da Ponte de Ferro, perto da cidade de Antióquia. Alguns dias mais tarde, a cidade se rendeu. A Ponte de Ferro se situava sobre o Rio Orontes. As cidades costeiras de Latakia, Jablah e Tartus, mais ao sul de Antióquia, se renderiam em seguida, consolidando a conquista militar islâmica do Levante. A fronteira leste do Império Bizantino passava a ser os Montes Tauro. O exército bizantino era composto por cristãos árabes, e estima-se que 10 mil deles morreram na batalha.

Uma visão artística de Antióquia, ano 350 d.C.


25 de novembro
- 1177: Batalha de Montgisgard. O rei de Jerusalém, Rei Balduino IV, o Leproso, e mais 600 cavaleiros, rechaçou o avanço de Saladino e seu exército de 25 mil homens ao avançarem do Egito em direção à Terra Santa. Balduino atacou de surpresa e derrotou a tropa de Saladino, em uma ravina perto do Castelo de Montgisgard (próximo da atual cidade de Ramla, em Israel). Saladino apenas não pereceu devido ao sacrifício da sua tropa de elite, que consistia de mil mameluques, que acabaram mortos.

A Batalha de Montgisard, por Charles Philippe Larivière

27 de dezembro
537: Inauguração da Catedral de Hagia Sofia (Catedral da Sabedoria Divina), em Constantinopla, então a capital do Império Romano do Oriente (Bizâncio). Leia mais sobre a Catedral de Hagia Sofia neste link.

Ilustração da Catedral de Hagia Sofia, como deve ter sido visto desde a sua inauguração, em 537, até a sua dessecração pelos turcos-otomanos, em 1453, quando 4 minaretes foram construídos ao seru redor e a Catedral foi transformada em uma mesquita







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