segunda-feira, 29 de maio de 2017

Jihad! A Queda de Constantinopla, 29 de maio de 1453


José Atento
Você já imaginou a Igreja Notre Dame de Paris, a Abadia de Westminster em Londres, ou mesmo o Vaticano sendo transformados em mesquita? Esta pergunta parece sem sentido, não é mesmo? 
Agora, imagine uma pergunta semelhante, feita mil anos atrás, mas desta vez envolvendo a Catedral de Hagia Sofia, uma maravilha arquitônica apenas igualada com as grandes catedrais européias do final da Idade Média, situada em Constantinopla, que foi, por vários séculos, a cidade mais importante do mundo.
Pois bem, isso aconteceu. Em 29 de maio de 1453, Constantinopla foi violentamente conquistada pela jihad islâmica promovida pelos turcos otomanos. 
Nos dias de hoje, a conquista islâmica está ocorrendo sem grandes lutas, sobre uma Europa letárgica que se rendeu antecipadamente, através da imigração muçulmana (hégira) e altas taxas de nascimento (que tornam o útero das muçulmanas em armas) aliadas a prática, mesmo ilegal, da poligamia. 

Constantinopla nos tempos bizantinos (fonte Wikipedia)
(a primeira ponte sobre o Chifre de Ouro, construída pelo imperador bizantino Justiniano o Grande, pode ser vista perto das muralhas de Teodósio, na extremidade ocidental da cidade, na parte superior direita, nesta rendição da velha Constantinopla.


Constantinopla foi fundada no ano de 330 pelo imperador Constantino o Grande, que dedicou a cidade como a nova capital do Império Romano. Logo, as colinas que dominavam o Mar de Mármara e o Estreito do Bósforo se tornaram o lar de uma das cidades mais proeminentes e mais ricas do mundo. Com a sua proximidade com o Mar Negro e do Mediterrâneo, juntamente com importantes rotas comerciais ligando o Oriente e o Ocidente, Constantinopla foi, por vários séculos, uma das cidade mais importante do mundo, do ponto-de-vista político, cultural, econômico e espiritual. Não só a cidade se tornou um centro crucial para o cristianismo, mas também funcionou como o último bastião de defesa contra a expansão do islão.

29 de maio de 1453. Esta data marca a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, na sua Jihad contra os Bizantinos. A conquista de Constantinopla deu aos turcos a posição estratégica que eles precisavam para invadir a Europa pelos Balcãs. Se a Europa pudesse ajudar os bizantinos e derrotar os turcos, teria-se bloqueado a invasão da jihad islâmica turca através dos Balcãs, evitando-se todos os problemas e traumas que esta região enfrenta ainda nos dias de hoje.  O imperador Bizantino, Constantino XI Paleólogo pediu ajuda ao Papa Nicolaus V, que não tinha tanta influência sobre os reis e príncipes da Europa como o imperador esperava. Inglaterra e França estavam tremendamente enfraquecidas como consequência da Guerra dos Cem Anos, enquanto a que Espanha ainda lutava pela Reconquista. Apenas navios de Veneza e mercenários de Genova ajudaram na defesa da cidade. Eram 8 mil gregos, venezianos e genoveses contra 150 mil turcos.

Depois 2 meses de cerco e guerra terrestre, o exército otomano atravessou as impenetráveis muralhas de Constantinopla, ajudados pelos enormes canhões que podiam disparar bolas de 270 quilos, e com galeras que foram puxadas para o Chifre de Ouro sobre trilhos de madeira lubrificados. O jovem sultão Maomé II, então com 21 anos, conseguiu o que vários exércitos muçulmanos haviam tentado ao longo de mais de 700 anos: conquistar Constantinopla. A Queda de Constantinopla também marca o fim do Império Romano, e mais uma etapa no extermínio total dos armênios, gregos, e assírios da Anatólia (região ocupada pela Turquia de hoje).

A cidade foi saqueada  por três dias. Milhares de cristãos foram assassinados e estuprados, as igrejas da cidade foram saqueadas, e seus altares foram despojados. A Catedral de Hagia Sofia foi transformada em uma mesquita rapidamente, e muitas outras igrejas seguiram o exemplo.

Durante a batalha, navios italianos de Veneza conseguiram resgatar vários civis, incluindo estudiosos que trariam o conhecimento grego-romano para a Itália e ajudariam a dar início ao Renascimento e à ascensão da civilização européia. Como resultado, o ano de 1453 é muitas vezes visto como sendo a ponte entre os mundos medieval e moderno.


http://youtu.be/Oocwqkqs6f4 OK

Os excessos que se seguiram durante as primeiras horas da vitória turco-otomana, são descritos em detalhe por testemunhas oculares ...
Bandos de soldados começaram a saquear. Portas foram quebradas, casas particulares foram saqueados, seus inquilinos foram massacrados. Lojas nos mercados da cidade foram saqueadas. Monastérios e conventos foram invadidos. Seus inquilinos foram mortos, freiras foram estupradas, muitas, para evitar a desonra, se mataram. As tropas se satisfaziam em uma orgia de matança, estupro, pilhagem, incênciso, escravização, que continuou sem parar. As grandes portas de Santa Sofia foram forçadas a abrir, e multidões de soldados irritados entraram e cairam sobre os adoradores infelizes. O saque e a matança no lugar santo durou horas. Semelhante foi o destino dos adoradores na maioria das igrejas da cidade. Tudo o que poderia ser tomado a partir dos esplêndidos edifícios foi tomado pelos novos senhores da capital imperial. Ícones foram destruídos, manuscritos preciosos foram perdidos para sempre. Dezena de milhares de civis foram escravizados, enquanto que os soldados lutavam pela posse de meninos e meninas. Morte e escravidão não distinguiu entre as classes sociais. Nobres e camponeses foram tratados com igual crueldade.
O Sultão entrou na cidade na tarde do primeiro dia de ocupação. Constantinopla era finalmente dele, e ele tinha a intenção de torná-la o capital de seu poderoso Império. Ele visitou a cidade em ruínas. Ele visitou Santa Sofia, que ele ordenou para ser transformada em uma mesquita.
O que se viu foi desolação, destruição, morte nas ruas, ruínas, igrejas profanadas ...
O fundador de Constantinopla foi o Imperador Constantino. Quiz o destino que o último imperador romano também se chamasse Constantino. Constantino XI Paleólogo foi imperador desde 1449 até a sua morte em 1453, no dia que a cidade caiu.  

O sultão Maomé II fez uma oferta a Constantino XI Paleólogo: em troca da rendição de Constantinopla, a vida do imperador seria poupada e ele continuaria a governar em Mistra. Constantino respondeu: "Entregar-te a cidade está além da minha autoridade ou de qualquer outra pessoa que nela habite, porque todos nós, depois de tomar a decisão mútua, morreremos por livre arbítrio sem poupar as nossas vidas."

Ele morreu em 29 de maio de 1453, no dia em que a cidade caiu. Diz-se que suas últimas palavras foram: "A cidade caiu e eu ainda estou vivo." Então rasgou seus ornamentos imperiais de modo a que nada o distinguisse de qualquer outro soldado e levou seus homens restantes a uma última carga.

A morte heróica de Constantino XI e o choque causado pela queda da Cidade, combinado com o fato de que seu lugar de sepultamento permanece um mistério até hoje, gerou diversas lendas sobre um imperador adormecido, isolado por Deus, que um dia virá para expulsar os invasores e restaurar o Império. Ele é considerado como mártir tanto pela igreja ortodoxa grega quanto pela igreja católica bizantina, sendo algumas vezes referido como Santo Constantino XI Paleólogo.


"Santo Constantino XI", estátua em Atenas 


Canto bizantino: lamento pela queda de Constantinopla
Título: "Ο Θεός ήλθοσαν έθνη" (O God, the heathen are come)
Compositor: Manuel Chrysaphes


3 comentários:

Anônimo disse...

Tive uma professora portuguesa recentemente e perguntei por que em Portugal e na Europa como um todo não se querem ter filhos ela respondeu que o povo europeu é muito fatalista ,egoísta e que em Portugal há excesso de formados que não tem emprego então vão embora essa resposta dela me pareceu bastante coerente e me fez refletir sobre essa cultura do cultivo de bens materiais,status e futilidades os pais de hoje me passam a impressão de que um filho é mas um objeto social no qual é depositado o narcisismo dele

Rejane disse...

Muito interessante.
Agradeço por todas as informações contidas em seu blog e sua luta constante em favor de um Brasil livre do Islamismo.

Scalco disse...

QUEDA DE CONSTANTINOPLA, eu sempre vi como um fato que levou o mundo a um novo rumo e o fim da Idade Média. Nunca tinha visto nada como a descrição que acabei de ler. Vou recomendar a leitura aos meus semelhantes,pois vi ali o inferno que abraça a Europa e posteriormente o nosso Brasil.